Publicação
Modelos para uma Habitação adaptável
| Resumo: | Inserido no território da cidade de Lisboa, surge o vale de Alcântara como limite da mesma. Derivado de uma reflexão crítica, através da realização do presente trabalho, emerge a tentativa de mudança de paradigma deste local, atualmente marcado pela massificação de infraestruturas, através de uma reorganização infraestrutural de forma a proporcionar uma regeneração e coesão da paisagem do vale, contextualizando-o na cidade de Lisboa. Formula-se uma interligação dos ecossistemas existentes através da proposta de um parque urbano para este território do fundo do vale, trazendo de volta a ruralidade outrora existente neste local. Como estratégia de colmatação da frente urbana existente, nasce a criação de quarteirões permeáveis que estabelecem uma interligação entre o elemento natural do parque e a malha urbana, conferindo uma continuidade à cidade. Transpondo as vivências dos bairros operários circundantes, propõe-se um semifecho que confere uma espacialidade mais intimista no interior do quarteirão. De modo a criar locais de permanência e percurso, são inseridos espaços de comércio e serviços determinantes para a origem de ligações sociais através da partilha das áreas comuns com a cidade. Como resposta à evolução do modo de habitar, e às configurações familiares da contemporaneidade, propõe-se a elaboração de uma habitação com uma abordagem distinta da convencional. Integrando os conceitos de flexibilidade, modularidade e sustentabilidade, projeta-se uma habitação com capacidade de responder às necessidades do habitante, conferindo uma adaptabilidade do seu desenho, possibilitando a reinvenção organizacional espacial. Desta forma, existe uma resposta por parte da espacialidade doméstica às necessidades de quem a habita. |
|---|---|
| Autores principais: | Lopes, Inês Marinho |
| Assunto: | Habitação Modular Flexibilidade Sustentabilidade Vale de Alcântara Renaturalização |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Inserido no território da cidade de Lisboa, surge o vale de Alcântara como limite da mesma. Derivado de uma reflexão crítica, através da realização do presente trabalho, emerge a tentativa de mudança de paradigma deste local, atualmente marcado pela massificação de infraestruturas, através de uma reorganização infraestrutural de forma a proporcionar uma regeneração e coesão da paisagem do vale, contextualizando-o na cidade de Lisboa. Formula-se uma interligação dos ecossistemas existentes através da proposta de um parque urbano para este território do fundo do vale, trazendo de volta a ruralidade outrora existente neste local. Como estratégia de colmatação da frente urbana existente, nasce a criação de quarteirões permeáveis que estabelecem uma interligação entre o elemento natural do parque e a malha urbana, conferindo uma continuidade à cidade. Transpondo as vivências dos bairros operários circundantes, propõe-se um semifecho que confere uma espacialidade mais intimista no interior do quarteirão. De modo a criar locais de permanência e percurso, são inseridos espaços de comércio e serviços determinantes para a origem de ligações sociais através da partilha das áreas comuns com a cidade. Como resposta à evolução do modo de habitar, e às configurações familiares da contemporaneidade, propõe-se a elaboração de uma habitação com uma abordagem distinta da convencional. Integrando os conceitos de flexibilidade, modularidade e sustentabilidade, projeta-se uma habitação com capacidade de responder às necessidades do habitante, conferindo uma adaptabilidade do seu desenho, possibilitando a reinvenção organizacional espacial. Desta forma, existe uma resposta por parte da espacialidade doméstica às necessidades de quem a habita. |
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