Publicação
Eficácia antimicrobiana de medicação intracanalar de nanopartículas MgO-400
| Resumo: | Objetivo: Comparar a eficácia antimicrobiana de medicação intracanalar constituída por nanopartículas de óxido de magnésio (MgO) com pasta de hidróxido de cálcio (HC), pasta bi-antibiótica (PBA), e com o veículo de administração incorporado nas pastas, o polietilenoglicol (PEG), face à Enterococcus faecalis. Métodos: Uma amostra constituída por 54 dentes foi preparada, esterilizada e dividida nos seguintes grupos (n=9): (A) – pasta nano-MgO; (B) – HC comercial; (C) – PBA (ciprofloxacina e metronidazol); (D) – PEG; (-) – controlo negativo; (+) – controlo positivo. A avaliação preliminar in vitro do potencial antimicrobiano foi realizada através do teste spot-on-lawn e difusão em poço. Adicionalmente, determinou-se a concentração mínima inibitória (CMI) e bactericida (CMB) das nano-MgO. Na fase ex vivo, os dentes foram inoculados com a estirpe de referência E. faecalis ATCC 51299 e incubados a 37ºC por 24 h, ao fim das quais foram colocados os compostos. Após sete dias de incubação as pastas foram removidas e a multiplicação bacteriana foi avaliada às 24, 48 e 72 h pela observação de turvação do meio de cultura e medição da densidade ótica às 24 h. Os resultados foram avaliados através do teste exato de Fisher, sendo p <0,05 considerado como estatisticamente significativo. Resultados: Nos testes in vitro verificou-se que a PBA apresentou o maior halo de inibição. As nano-MgO apresentaram uma CMI de 0,78 mg/mL e uma CMB superior a 2,5 mg/mL. Na análise ex vivo, a PBA apresentou diferença estatisticamente significativa em relação aos restantes compostos e uma percentagem de inibição bacteriana superior (98,33%). Conclusões: Nas condições deste estudo constatou-se que as nanopartículas de MgO apresentam um potencial antimicrobiano inferior à PBA, tanto in vitro como ex vivo. Sugerem-se estudos no âmbito clínico com nano-MgO, considerando o revestimento com PEG e análise da microestrutura das nanopartículas, bem como a sua aplicação noutras fases do tratamento endodôntico. |
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| Autores principais: | Nunes, Tânia Raquel Antunes |
| Assunto: | Teses de mestrado - 2023 Saúde Oral |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Objetivo: Comparar a eficácia antimicrobiana de medicação intracanalar constituída por nanopartículas de óxido de magnésio (MgO) com pasta de hidróxido de cálcio (HC), pasta bi-antibiótica (PBA), e com o veículo de administração incorporado nas pastas, o polietilenoglicol (PEG), face à Enterococcus faecalis. Métodos: Uma amostra constituída por 54 dentes foi preparada, esterilizada e dividida nos seguintes grupos (n=9): (A) – pasta nano-MgO; (B) – HC comercial; (C) – PBA (ciprofloxacina e metronidazol); (D) – PEG; (-) – controlo negativo; (+) – controlo positivo. A avaliação preliminar in vitro do potencial antimicrobiano foi realizada através do teste spot-on-lawn e difusão em poço. Adicionalmente, determinou-se a concentração mínima inibitória (CMI) e bactericida (CMB) das nano-MgO. Na fase ex vivo, os dentes foram inoculados com a estirpe de referência E. faecalis ATCC 51299 e incubados a 37ºC por 24 h, ao fim das quais foram colocados os compostos. Após sete dias de incubação as pastas foram removidas e a multiplicação bacteriana foi avaliada às 24, 48 e 72 h pela observação de turvação do meio de cultura e medição da densidade ótica às 24 h. Os resultados foram avaliados através do teste exato de Fisher, sendo p <0,05 considerado como estatisticamente significativo. Resultados: Nos testes in vitro verificou-se que a PBA apresentou o maior halo de inibição. As nano-MgO apresentaram uma CMI de 0,78 mg/mL e uma CMB superior a 2,5 mg/mL. Na análise ex vivo, a PBA apresentou diferença estatisticamente significativa em relação aos restantes compostos e uma percentagem de inibição bacteriana superior (98,33%). Conclusões: Nas condições deste estudo constatou-se que as nanopartículas de MgO apresentam um potencial antimicrobiano inferior à PBA, tanto in vitro como ex vivo. Sugerem-se estudos no âmbito clínico com nano-MgO, considerando o revestimento com PEG e análise da microestrutura das nanopartículas, bem como a sua aplicação noutras fases do tratamento endodôntico. |
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