Publicação
Perda auditiva associada ao ruído em motociclistas
| Resumo: | A perda auditiva induzida pelo ruído está, atualmente, entre as primeiras causas de morbilidade relacionada com a atividade profissional. A crescente preocupação, em termos legislativos e sociais, de proteção do indivíduo alvo de perda auditiva não é, contudo, extensível aos motociclistas que diariamente fazem uso deste meio de transporte para fins profissionais nem, tão pouco, aos utilizadores que o privilegiam para fins pessoais e de lazer. As consequências da condução diária e inerente exposição prolongada a ruídos intensos causados pelo fluxo turbulento do vento, som do motor, circulação na estrada e restantes ruídos da via pública são conhecidas, e conduzem à progressiva perda auditiva. Os utilizadores diários reportam as consequências desta exposição, destacando a curto prazo acufenos e diminuição transitória do limiar auditivo, que pode durar até 30 minutos após uma viagem, e, a longo prazo, a perda auditiva definitiva. Em vários ensaios realizados na tentativa de quantificar os níveis sonoros a que estão expostos os motociclistas dentro do capacete, obtiveram-se, sistematicamente, resultados que comprovam que, dependendo das condições do teste, são facilmente atingidas intensidades até 107dB excedendo o valor previsto por regulamentações internacionais. Estes resultados imprimem um caráter emergente ao estudo de soluções que vão desde adaptações simples no capacete, como melhor isolamento e aerodinâmica, passando pelo próprio motociclo, com para-brisas que melhor desviem o fluxo turbulento de ar do capacete, até tecnologias mais avançadas, como sistemas de Controlo Ativo de Ruído, adaptado de capacetes de aviação. Estas soluções mostraram-se ainda medíocres, com o Controlo Ativo de Ruído a destacar-se em teoria, com a maior taxa de redução de intensidade sonora, mas com necessidade de ser eficazmente implantado em capacetes de motociclismo. Atualmente, as soluções existentes não constituem uma resposta definitiva, o que tenderá a motivar a pesquisa por medidas realmente eficazes que garantam a utilização segura dos motociclos. |
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| Autores principais: | Patrício, Bernardo João Lopes |
| Assunto: | Perda auditiva Ruído Motociclistas Controlo ativo de ruído Otorrinolaringologia |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A perda auditiva induzida pelo ruído está, atualmente, entre as primeiras causas de morbilidade relacionada com a atividade profissional. A crescente preocupação, em termos legislativos e sociais, de proteção do indivíduo alvo de perda auditiva não é, contudo, extensível aos motociclistas que diariamente fazem uso deste meio de transporte para fins profissionais nem, tão pouco, aos utilizadores que o privilegiam para fins pessoais e de lazer. As consequências da condução diária e inerente exposição prolongada a ruídos intensos causados pelo fluxo turbulento do vento, som do motor, circulação na estrada e restantes ruídos da via pública são conhecidas, e conduzem à progressiva perda auditiva. Os utilizadores diários reportam as consequências desta exposição, destacando a curto prazo acufenos e diminuição transitória do limiar auditivo, que pode durar até 30 minutos após uma viagem, e, a longo prazo, a perda auditiva definitiva. Em vários ensaios realizados na tentativa de quantificar os níveis sonoros a que estão expostos os motociclistas dentro do capacete, obtiveram-se, sistematicamente, resultados que comprovam que, dependendo das condições do teste, são facilmente atingidas intensidades até 107dB excedendo o valor previsto por regulamentações internacionais. Estes resultados imprimem um caráter emergente ao estudo de soluções que vão desde adaptações simples no capacete, como melhor isolamento e aerodinâmica, passando pelo próprio motociclo, com para-brisas que melhor desviem o fluxo turbulento de ar do capacete, até tecnologias mais avançadas, como sistemas de Controlo Ativo de Ruído, adaptado de capacetes de aviação. Estas soluções mostraram-se ainda medíocres, com o Controlo Ativo de Ruído a destacar-se em teoria, com a maior taxa de redução de intensidade sonora, mas com necessidade de ser eficazmente implantado em capacetes de motociclismo. Atualmente, as soluções existentes não constituem uma resposta definitiva, o que tenderá a motivar a pesquisa por medidas realmente eficazes que garantam a utilização segura dos motociclos. |
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