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Nanopartículas de Eu (III) fluorescentes: biosondas imagiológicas

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Resumo:A nanociência é a uma das mais importantes áreas de investigação na ciência moderna. Ao longo dos últimos anos, o estudo de nanopartículas (NP) tem-se tornado um importante foco de interesse devido às suas propriedades únicas e potenciais aplicações. Os nanomateriais têm dimensões à escala nanométrica exibindo propriedades especiais devido à sua elevada relação superfície/volume. NP nas quais as propriedades magnéticas e ópticas coexistem têm sido muito exploradas para diversas aplicações biomédicas, desde a imagiologia in vivo à terapia. O objectivo deste trabalho foi sintetizar nanopartículas de ferro (NP-Fe) e de sílica (NPS), que foram posteriormente funcionalizadas de modo a preparar biosondas magneto-fluorescentes (NP-Fe) e fluorescentes (NPS). O núcleo das NP-Fe é inactivo, mas contém uma propriedade importante, magnetismo, permitindo que as partículas sejam direccionadas para onde são necessárias, para aplicações como agentes de contraste em imagiologia. As NP-Fe e NPS (sem magnetismo) funcionam como sondas fluorescentes por meio de um complexo de európio (Eu) ancorado que é usado como promotor de fluorescência, recorrendo a ligandos com um sistema aromático condensado – fenantrolina – que funciona como antena. Todos os materiais foram caracterizados por FTIR, SEM/TEM, DRX, TGA e análise elementar permitindo confirmar, através dos resultados obtidos, que se prepararam biosondas com capacidade magneto-fluorescente e outras com capacidade fluorescente. De modo a avaliar a biocompatibilidade destes materiais para a sua potencial aplicação biomédica, como agentes de contraste, foi realizado o teste do brometo de 3-(4,5-dimetiltiazol-2-il)-2,5-difeniltetrazolio (MTT) nas linhas celulares HeLa e A549 de modo a avaliar a citotoxicidade das amostras. Para todas elas os resultados mostram uma citotoxicidade praticamente nula, e o carácter fluorescente é inalterado em meio celular. Estamos assim perante um novo método com potencial aplicação em imagiologia, representando uma solução menos tóxica e mais viável, economicamente, em relação às existentes.
Autores principais:Marques, Inês Filipa Jorge Reis
Assunto:Nanopartículas de ferro Nanopartículas de sílica Európio Fenantrolina Biosonda Imagiologia Teses de mestrado - 2013
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A nanociência é a uma das mais importantes áreas de investigação na ciência moderna. Ao longo dos últimos anos, o estudo de nanopartículas (NP) tem-se tornado um importante foco de interesse devido às suas propriedades únicas e potenciais aplicações. Os nanomateriais têm dimensões à escala nanométrica exibindo propriedades especiais devido à sua elevada relação superfície/volume. NP nas quais as propriedades magnéticas e ópticas coexistem têm sido muito exploradas para diversas aplicações biomédicas, desde a imagiologia in vivo à terapia. O objectivo deste trabalho foi sintetizar nanopartículas de ferro (NP-Fe) e de sílica (NPS), que foram posteriormente funcionalizadas de modo a preparar biosondas magneto-fluorescentes (NP-Fe) e fluorescentes (NPS). O núcleo das NP-Fe é inactivo, mas contém uma propriedade importante, magnetismo, permitindo que as partículas sejam direccionadas para onde são necessárias, para aplicações como agentes de contraste em imagiologia. As NP-Fe e NPS (sem magnetismo) funcionam como sondas fluorescentes por meio de um complexo de európio (Eu) ancorado que é usado como promotor de fluorescência, recorrendo a ligandos com um sistema aromático condensado – fenantrolina – que funciona como antena. Todos os materiais foram caracterizados por FTIR, SEM/TEM, DRX, TGA e análise elementar permitindo confirmar, através dos resultados obtidos, que se prepararam biosondas com capacidade magneto-fluorescente e outras com capacidade fluorescente. De modo a avaliar a biocompatibilidade destes materiais para a sua potencial aplicação biomédica, como agentes de contraste, foi realizado o teste do brometo de 3-(4,5-dimetiltiazol-2-il)-2,5-difeniltetrazolio (MTT) nas linhas celulares HeLa e A549 de modo a avaliar a citotoxicidade das amostras. Para todas elas os resultados mostram uma citotoxicidade praticamente nula, e o carácter fluorescente é inalterado em meio celular. Estamos assim perante um novo método com potencial aplicação em imagiologia, representando uma solução menos tóxica e mais viável, economicamente, em relação às existentes.