Publicação
Projeto de intervenção num centro de formação
| Resumo: | A diligência que se apresenta reporta-se ao processo de implementação, desde a origem, de um projeto de intervenção numa área de ação específica de uma entidade vocacionada para a formação – o Centro Novas Oportunidades, CNO, por ela promovido. A atividade do Centro incide, numa primeira fase, no acolhimento, diagnóstico e encaminhamento dos candidatos e, numa segunda fase, que é o grosso da atividade, no desenvolvimento de processos de reconhecimento, validação e certificação de competências, RVCC, adquiridas nos mais diversos contextos de vida. Os processos RVCC são elementos essenciais de uma política nacional e comunitária de aprendizagem ao longo da vida. A nível nacional enquadram-se no Sistema de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências, SRVCC, pelo que para lá das designações que os Centros conhecem desde 2001 (CRVCC, CNO ou CQEP), é no contexto dos processos RVCC que a sua ação se materializa, ainda que não exclusivamente. O Centro conta, na sua ação, com uma equipa técnico-pedagógica com competências específicas definidas a montante, atuando desejavelmente em permanente interação. Como organização que se orienta por princípios de qualidade a continuamente aperfeiçoar, incorpora na ação o desenvolvimento de processos de autoavaliação consistentes. No Centro objeto de intervenção, seguiu-se, desde 2009, um modelo proposto por equipa da Universidade Católica Portuguesa, modelo que se configura uma adaptação, aos CNO, do modelo de autoavaliação CAf, Common Assessment Framework, criado como ferramenta para entidades públicas da União Europeia melhorarem o seu desempenho. No decurso da autoavaliação emergiu uma situação de tensão entre os elementos da equipa, caracterizada por um défice de interação, pelo que o projeto começou por visar, atento o Plano de Ações de Melhoria, a elaboração de diagnóstico que delimitasse o problema, o que levou à circunscrição dos fatores concorrentes para a situação de insatisfação, ficando o problema confinado à situação existente e à de superação desejada. Passou-se, então, à formulação do projeto, de modo a que através de um plano de atividades dele emergente se alcançassem as necessárias soluções. Decisão da tutela, que extinguiu os Centros até data incerta, inviabilizou a concretização do plano. Mas a intervenção que se realizou com a cooperação dos colaboradores evidenciou o bem fundado deste tipo de intervenção nas organizações que hoje em dia são sujeitas a constantes mutações na sua atividade, a requerer contínua adaptação, assim encontrando a abordagem por projeto cabal justificação, pois todo o projeto, mesmo no ato de se realizar, continua a ser projeto. |
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| Autores principais: | Minhava, Paula Cristina Baptista Campos |
| Assunto: | Validação de competências Auto-avaliação Interacção pessoal Trabalhos de projeto de mestrado - 2013 |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A diligência que se apresenta reporta-se ao processo de implementação, desde a origem, de um projeto de intervenção numa área de ação específica de uma entidade vocacionada para a formação – o Centro Novas Oportunidades, CNO, por ela promovido. A atividade do Centro incide, numa primeira fase, no acolhimento, diagnóstico e encaminhamento dos candidatos e, numa segunda fase, que é o grosso da atividade, no desenvolvimento de processos de reconhecimento, validação e certificação de competências, RVCC, adquiridas nos mais diversos contextos de vida. Os processos RVCC são elementos essenciais de uma política nacional e comunitária de aprendizagem ao longo da vida. A nível nacional enquadram-se no Sistema de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências, SRVCC, pelo que para lá das designações que os Centros conhecem desde 2001 (CRVCC, CNO ou CQEP), é no contexto dos processos RVCC que a sua ação se materializa, ainda que não exclusivamente. O Centro conta, na sua ação, com uma equipa técnico-pedagógica com competências específicas definidas a montante, atuando desejavelmente em permanente interação. Como organização que se orienta por princípios de qualidade a continuamente aperfeiçoar, incorpora na ação o desenvolvimento de processos de autoavaliação consistentes. No Centro objeto de intervenção, seguiu-se, desde 2009, um modelo proposto por equipa da Universidade Católica Portuguesa, modelo que se configura uma adaptação, aos CNO, do modelo de autoavaliação CAf, Common Assessment Framework, criado como ferramenta para entidades públicas da União Europeia melhorarem o seu desempenho. No decurso da autoavaliação emergiu uma situação de tensão entre os elementos da equipa, caracterizada por um défice de interação, pelo que o projeto começou por visar, atento o Plano de Ações de Melhoria, a elaboração de diagnóstico que delimitasse o problema, o que levou à circunscrição dos fatores concorrentes para a situação de insatisfação, ficando o problema confinado à situação existente e à de superação desejada. Passou-se, então, à formulação do projeto, de modo a que através de um plano de atividades dele emergente se alcançassem as necessárias soluções. Decisão da tutela, que extinguiu os Centros até data incerta, inviabilizou a concretização do plano. Mas a intervenção que se realizou com a cooperação dos colaboradores evidenciou o bem fundado deste tipo de intervenção nas organizações que hoje em dia são sujeitas a constantes mutações na sua atividade, a requerer contínua adaptação, assim encontrando a abordagem por projeto cabal justificação, pois todo o projeto, mesmo no ato de se realizar, continua a ser projeto. |
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