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O acordo cambial entre portugal e Cabo Verde : impactos sobre uma pequena economia aberta

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Resumo:A política portuguesa de cooperação caracteriza-se pela generosidade, pautada pelo rigor e no interesse dos países em desenvolvimento. O empenho de Portugal em termos de cooperação pretende mostrar que não existem limites, como estratégia de desenvolvimento sustentável de uma economia. Este documento, em primeiro lugar tem o propósito de analisar as transformações ocorridas na última década do século XX, na economia cabo-verdiana, como economia em transição, quer em termos económicos ou sociais, analisando os condicionalismos a que está sujeita, evidenciando a importância da estabilidade macroeconómica e as reformas económicas operadas. E feita uma analise da evolução económica com o intuito de verificar os impactos económicos ocorridos na economia cabo-verdiana desde a celebração do Acordo de Cooperação Cambial luso cabo-verdiano. É analisado o Acordo de Cooperação Cambial entre Portugal e Cabo Verde à luz da Teoria das Zonas Monetárias Óptimas, recorrendo aos critérios inerentes para a criação de uma Zona Monetária Óptima e dessa forma se poder enquadrar Portugal e Cabo Verde como uma Zona Monetária Natural Incompleta. São analisados os custos e benefícios de todo o processo, a importância da perda do instrumento cambial e a perda de autonomia da política monetária, evidenciando a estabilidade cambial como factor credível para uma economia e os aspectos associados à manutenção de um regime de câmbios fixos. É também feita uma abordagem à Zona Franco de idêntica natureza. Finalmente, é realizada uma analise sobre as potencialidades de Cabo Verde de se poder afirmar e projectar em termos internacionais, bem como de uma eventual ancoragem ao espaço europeu, como forma de obtenção de sinergias que potenciem essa projecção evidenciando o contexto africano e o fenómeno da globalização.
Autores principais:Esteves, Carlos Alberto Andrade
Assunto:Cabo Verde Acordo de Cooperação Cambial luso cabo-verdiano Economia em Transição Zonas Monetárias Óptimas Internacionalização Zona Monetária Natural Incompleta Cape Verde Exchange-Rate Agreement between Portugal and Cape Verde Optimum Monetary Areas Intemationalisation Natural Incomplete Monetary areas.
Ano:2002
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A política portuguesa de cooperação caracteriza-se pela generosidade, pautada pelo rigor e no interesse dos países em desenvolvimento. O empenho de Portugal em termos de cooperação pretende mostrar que não existem limites, como estratégia de desenvolvimento sustentável de uma economia. Este documento, em primeiro lugar tem o propósito de analisar as transformações ocorridas na última década do século XX, na economia cabo-verdiana, como economia em transição, quer em termos económicos ou sociais, analisando os condicionalismos a que está sujeita, evidenciando a importância da estabilidade macroeconómica e as reformas económicas operadas. E feita uma analise da evolução económica com o intuito de verificar os impactos económicos ocorridos na economia cabo-verdiana desde a celebração do Acordo de Cooperação Cambial luso cabo-verdiano. É analisado o Acordo de Cooperação Cambial entre Portugal e Cabo Verde à luz da Teoria das Zonas Monetárias Óptimas, recorrendo aos critérios inerentes para a criação de uma Zona Monetária Óptima e dessa forma se poder enquadrar Portugal e Cabo Verde como uma Zona Monetária Natural Incompleta. São analisados os custos e benefícios de todo o processo, a importância da perda do instrumento cambial e a perda de autonomia da política monetária, evidenciando a estabilidade cambial como factor credível para uma economia e os aspectos associados à manutenção de um regime de câmbios fixos. É também feita uma abordagem à Zona Franco de idêntica natureza. Finalmente, é realizada uma analise sobre as potencialidades de Cabo Verde de se poder afirmar e projectar em termos internacionais, bem como de uma eventual ancoragem ao espaço europeu, como forma de obtenção de sinergias que potenciem essa projecção evidenciando o contexto africano e o fenómeno da globalização.