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Líquen plano e esqemas terapêuticos: estudo epidemiológico no Centro Hospitalar Lisboa Norte (HSM) referente ao período 2008-2017

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: O Líquen Plano é uma doença crónica inflamatória, imunologicamente mediada, que afeta 0,5 a 5% da população adulta. Clinicamente, as suas lesões manifestam-se em tecido cutâneo e/ou mucoso. Atualmente, os corticoides tópicos são o tratamento de primeira linha. Objetivo: Caracterizar epidemiologicamente a patologia Líquen Plano e a sua abordagem terapêutica. Materiais e Métodos: Foram incluídos no estudo 340 pacientes do Centro Hospitalar Lisboa Norte, com hipótese de diagnóstico histopatológico de Líquen Plano, entre os anos 2008-2017. A partir das fichas clínicas, foram recolhidos dados referentes ao sexo, idade, localidade, distribuição topográfica das lesões, hipótese de diagnóstico clínico, diagnóstico diferencial histológico, subtipo de LP, terapêutica instituída (princípio ativo, via de administração, forma farmacêutica, dose, posologia e esquema de toma), duração da doença e episódios de cura e recidiva. Para a análise estatística recorreu-se ao software IBM® SPSS® Statistics, versão 25. Resultados: Ambos os sexos ocorreram com a mesma probabilidade. A 4.ª e 5.ª décadas de idade foram as mais afetadas. 75,9% dos pacientes apresentaram lesões unicamente na pele, 19,0% na pele e mucosas e 5,2% apenas nas mucosas oral e/ou genital. Os fármacos mais prescritos foram os corticosteroides, seguidos dos anti-histamínicos e dos imunossupressores. Dentro da corticoterapia, os tópicos foram os mais comuns, nomeadamente o Propionato de Clobetasol (37,4%) e o Dipropionato de Betametasona (19,8%). O sistémico mais prescrito foi a Prednisolona (12,3%). Dos anti-histamínicos, o mais frequente foi a Ebastina (46,9%). O tempo médio da doença rondou os 7 meses. Para a população que recidivou (12%), a média sem sintomas foi de 513 dias. Discussão: Os resultados obtidos são concordantes com a literatura, à excepção do envolvimento oral, que ficou aquém do esperado. Conclusão: São necessários estudos com uma amostra maior e mais abrangente, que inclua outros hospitais e localidades, que permitam concluir quanto ao esquema terapêutico mais vantajoso.
Autores principais:Rebelo, Mariana Sofia Rodrigues
Assunto:Saúde oral Teses de mestrado - 2019
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: O Líquen Plano é uma doença crónica inflamatória, imunologicamente mediada, que afeta 0,5 a 5% da população adulta. Clinicamente, as suas lesões manifestam-se em tecido cutâneo e/ou mucoso. Atualmente, os corticoides tópicos são o tratamento de primeira linha. Objetivo: Caracterizar epidemiologicamente a patologia Líquen Plano e a sua abordagem terapêutica. Materiais e Métodos: Foram incluídos no estudo 340 pacientes do Centro Hospitalar Lisboa Norte, com hipótese de diagnóstico histopatológico de Líquen Plano, entre os anos 2008-2017. A partir das fichas clínicas, foram recolhidos dados referentes ao sexo, idade, localidade, distribuição topográfica das lesões, hipótese de diagnóstico clínico, diagnóstico diferencial histológico, subtipo de LP, terapêutica instituída (princípio ativo, via de administração, forma farmacêutica, dose, posologia e esquema de toma), duração da doença e episódios de cura e recidiva. Para a análise estatística recorreu-se ao software IBM® SPSS® Statistics, versão 25. Resultados: Ambos os sexos ocorreram com a mesma probabilidade. A 4.ª e 5.ª décadas de idade foram as mais afetadas. 75,9% dos pacientes apresentaram lesões unicamente na pele, 19,0% na pele e mucosas e 5,2% apenas nas mucosas oral e/ou genital. Os fármacos mais prescritos foram os corticosteroides, seguidos dos anti-histamínicos e dos imunossupressores. Dentro da corticoterapia, os tópicos foram os mais comuns, nomeadamente o Propionato de Clobetasol (37,4%) e o Dipropionato de Betametasona (19,8%). O sistémico mais prescrito foi a Prednisolona (12,3%). Dos anti-histamínicos, o mais frequente foi a Ebastina (46,9%). O tempo médio da doença rondou os 7 meses. Para a população que recidivou (12%), a média sem sintomas foi de 513 dias. Discussão: Os resultados obtidos são concordantes com a literatura, à excepção do envolvimento oral, que ficou aquém do esperado. Conclusão: São necessários estudos com uma amostra maior e mais abrangente, que inclua outros hospitais e localidades, que permitam concluir quanto ao esquema terapêutico mais vantajoso.