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Identificação de Novas Substâncias Psicoativas: Catinonas Sintéticas

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Resumo:As Novas Substâncias Psicoativas (NSP) são substâncias não abrangidas pelas Convenções das Nações Unidas sobre os Estupefacientes e Substâncias Psicotrópicas, na sua essência são drogas não controladas que causam riscos sociais e para a saúde. As NSP atualmente sintetizadas são criadas com o objetivo de reproduzir os mesmos efeitos de drogas existentes e já controladas pela legislação, no entanto não são consideradas ilegais devido a diferenças existentes a nível da sua estrutura molecular. As catinonas sintéticas são o segundo maior grupo de NSP monitorizadas pelo European Monitoring Centre for Drugs and Drug Addiction (EMCDDA), estando quimicamente relacionadas com a catinona, um estimulante psicoativo que provém da planta Khat (Catha edulis). O aparecimento rápido das NSP tomou de surpresa a legislação da maioria dos países Europeus representando graves riscos para a saúde em geral e um desafio de monitorização em constante evolução. Neste trabalho realizou-se a identificação de NSP do grupo das catinonas sintéticas incluindo as suas estruturas químicas, efeitos adversos e mecanismos de ação recorrendo a amostras provenientes de entregas voluntárias, aquando do surgimento do Decreto-Lei nº 54/2013, por parte dos proprietários de “smartshops” em Portugal. As amostras foram preparadas a partir de uma mistura homogénea dos pós das diferentes embalagens representativas de cada lote. A análise destas amostras foi efetuada por GC-MS, e os espetros de massa obtidos foram cruzados com dados existentes em bibliotecas obtendo-se a identificação dos vários constituintes das amostras analisadas. Os resultados permitiram comparar as substâncias analisadas com a evolução das substâncias psicoativas apreendidas pela Polícia Judiciaria no período entre 2009 e 2018, focando principalmente nas seguintes substâncias: mefedrona, metedrona, 4-MEC, metilona, N-etilcatinona e pentedrona. A principal observação que pode ser feita é o facto de algumas das substâncias entregues voluntariamente em 2013, que foram analisadas neste trabalho, e algumas das catinonas sintéticas apreendidas no período entre 2009 e 2013 foram diminuindo nas apreensões dos anos seguintes, provavelmente devido a estas substâncias terem sido tornadas ilegais pelo do Decreto-Lei nº 54/2013. O presente trabalho foi desenvolvido no âmbito da colaboração entre a Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa (FFUL) e o Laboratório de Polícia Científica da Polícia Judiciária (LPC-PJ).
Autores principais:Nobre, Mónica Alexandra Santos
Assunto:Novas Substâncias Psicoativas Catinonas Sintéticas Drogas Ilegais Mestrado Integrado - 2019
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As Novas Substâncias Psicoativas (NSP) são substâncias não abrangidas pelas Convenções das Nações Unidas sobre os Estupefacientes e Substâncias Psicotrópicas, na sua essência são drogas não controladas que causam riscos sociais e para a saúde. As NSP atualmente sintetizadas são criadas com o objetivo de reproduzir os mesmos efeitos de drogas existentes e já controladas pela legislação, no entanto não são consideradas ilegais devido a diferenças existentes a nível da sua estrutura molecular. As catinonas sintéticas são o segundo maior grupo de NSP monitorizadas pelo European Monitoring Centre for Drugs and Drug Addiction (EMCDDA), estando quimicamente relacionadas com a catinona, um estimulante psicoativo que provém da planta Khat (Catha edulis). O aparecimento rápido das NSP tomou de surpresa a legislação da maioria dos países Europeus representando graves riscos para a saúde em geral e um desafio de monitorização em constante evolução. Neste trabalho realizou-se a identificação de NSP do grupo das catinonas sintéticas incluindo as suas estruturas químicas, efeitos adversos e mecanismos de ação recorrendo a amostras provenientes de entregas voluntárias, aquando do surgimento do Decreto-Lei nº 54/2013, por parte dos proprietários de “smartshops” em Portugal. As amostras foram preparadas a partir de uma mistura homogénea dos pós das diferentes embalagens representativas de cada lote. A análise destas amostras foi efetuada por GC-MS, e os espetros de massa obtidos foram cruzados com dados existentes em bibliotecas obtendo-se a identificação dos vários constituintes das amostras analisadas. Os resultados permitiram comparar as substâncias analisadas com a evolução das substâncias psicoativas apreendidas pela Polícia Judiciaria no período entre 2009 e 2018, focando principalmente nas seguintes substâncias: mefedrona, metedrona, 4-MEC, metilona, N-etilcatinona e pentedrona. A principal observação que pode ser feita é o facto de algumas das substâncias entregues voluntariamente em 2013, que foram analisadas neste trabalho, e algumas das catinonas sintéticas apreendidas no período entre 2009 e 2013 foram diminuindo nas apreensões dos anos seguintes, provavelmente devido a estas substâncias terem sido tornadas ilegais pelo do Decreto-Lei nº 54/2013. O presente trabalho foi desenvolvido no âmbito da colaboração entre a Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa (FFUL) e o Laboratório de Polícia Científica da Polícia Judiciária (LPC-PJ).