Publicação

Call Centers: inovação tecnológica, manutenção das formas organizacionais

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Uma das problemáticas mais discutidas no seio da sociedade da informação é a subsistência de alguns dos aspectos mais negativos da sociedade industrial, apesar de toda a evolução tecnológica que tem acontecido nos últimos anos. Um desses aspectos é a organização do trabalho e os efeitos que tem nos trabalhadores. Na época áurea do Taylorismo/Fordismo os trabalhadores das linhas de montagem apresentavam níveis elevados de alienação, por um lado, devido ao trabalho ser repetitivo e destituído de qualquer incentivo à criatividade, e por outro, por via das suas qualificações serem muito poucas e logo escassearem oportunidades de vida alternativas. Hoje em dia, embora diferentes, perduram muitas linhas de montagem. Diferentes algumas delas, porque a automatização é omnipresente, porque a produção é especializada ou flexível e, sobretudo, porque os trabalhadores têm qualificações elevadas e projectos de vida paralelos. O presente trabalho, constituído por um estudo de caso efectuado numa empresa prestadora de serviços de call center, tenta justamente analisar a organização do trabalho na linha de atendimento, e verificar de que modo os operadores, força executante dos serviços prestados, são afectados por essa organização, na postura que têm perante o trabalho e o emprego.
Autores principais:Marques, Ana Paula Fernandes
Assunto:call center tecnologia modelo de produção qualificações instrumentalização sociedade da informação call center technology production model qualifications information society
Ano:2004
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Uma das problemáticas mais discutidas no seio da sociedade da informação é a subsistência de alguns dos aspectos mais negativos da sociedade industrial, apesar de toda a evolução tecnológica que tem acontecido nos últimos anos. Um desses aspectos é a organização do trabalho e os efeitos que tem nos trabalhadores. Na época áurea do Taylorismo/Fordismo os trabalhadores das linhas de montagem apresentavam níveis elevados de alienação, por um lado, devido ao trabalho ser repetitivo e destituído de qualquer incentivo à criatividade, e por outro, por via das suas qualificações serem muito poucas e logo escassearem oportunidades de vida alternativas. Hoje em dia, embora diferentes, perduram muitas linhas de montagem. Diferentes algumas delas, porque a automatização é omnipresente, porque a produção é especializada ou flexível e, sobretudo, porque os trabalhadores têm qualificações elevadas e projectos de vida paralelos. O presente trabalho, constituído por um estudo de caso efectuado numa empresa prestadora de serviços de call center, tenta justamente analisar a organização do trabalho na linha de atendimento, e verificar de que modo os operadores, força executante dos serviços prestados, são afectados por essa organização, na postura que têm perante o trabalho e o emprego.