Publicação
Validação de um algoritmo para identificação de Mycobacterium spp. no diagnóstico laboratorial
| Resumo: | O aparecimento da pandemia do VIH na última década do século XX foi responsável pelo aumento do número de casos de tuberculose e também de infecções oportunistas por Micobactérias Não Tuberculosas (MNT) nesta população. O maior número de casos foi devido a infecções por micobactérias do complexo M. avium (MAC). Posteriormente, foi descrito que estas infecções eram frequentes noutros grupos da população que tinham em comum a existência de deficiências no sistema imunitário (e.g., transplantados, indivíduos com problemas do fórum oncológico). Paralelamente, começou a aumentar o número de MNT que eram consideradas como potenciais agentes etiológicos de infecções. Entre estas, salientamos o M. kansasii, M. abcessus, M. chelonae, M. malmoense e M. xenopi. Actualmente, as infecções por MNT são um grave problema de saúde pública, que afecta tanto os indivíduos imunodeprimidos como os imunocompetentes, cujo diagnóstico e tratamento são muito difíceis devido à elevada taxa de resistência aos fármacos actualmente disponíveis. Este facto conduz a uma situação paradoxal em que microrganismos classificados nas classes I e II sejam equiparados a microrganismos como o M. tuberculosis na sua vertente mais assustadora (estirpes multirresistentes). O primeiro passo para a resolução dos problemas levantados por estas infecções é a implementação de métodos de diagnóstico eficazes e rápidos. Estes devem permitir ao clínico não só implementar rapidamente uma terapêutica eficaz, como evitar a propagação das infecções a outros membros da comunidade. Este trabalho pretende ser um contributo para alcançar este objectivo. Para tal, identificámos de acordo com as directrizes vigentes, pelo menos dois métodos de biologia molecular e um método fenotípico, 54 estirpes de MNT (anos 2008-2009) pertencentes à colecção de estirpes bacterianas da Unidade de Micobactérias do Departamento de Doenças Infecciosas do INSA. Os resultados obtidos pelos diferentes métodos foram comparados de forma a avaliar a sua eficácia. A comparação dos três métodos (PRA-hsp65, sequenciação do hsp65 e do 16S rRNA), combinado com algumas características fenotípicas chave (tempo de crescimento e produção de pigmento), demonstraram que a correcta identificação de estirpes isoladas necessita da combinação de pelo menos dois métodos. |
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| Autores principais: | Rodrigues, Inês João dos Santos da Silva, 1972- |
| Assunto: | Micobactérias não tuberculosas (MNT) hsp65 16S rRNA PRA-hsp65 Teses de mestrado - 2012 |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O aparecimento da pandemia do VIH na última década do século XX foi responsável pelo aumento do número de casos de tuberculose e também de infecções oportunistas por Micobactérias Não Tuberculosas (MNT) nesta população. O maior número de casos foi devido a infecções por micobactérias do complexo M. avium (MAC). Posteriormente, foi descrito que estas infecções eram frequentes noutros grupos da população que tinham em comum a existência de deficiências no sistema imunitário (e.g., transplantados, indivíduos com problemas do fórum oncológico). Paralelamente, começou a aumentar o número de MNT que eram consideradas como potenciais agentes etiológicos de infecções. Entre estas, salientamos o M. kansasii, M. abcessus, M. chelonae, M. malmoense e M. xenopi. Actualmente, as infecções por MNT são um grave problema de saúde pública, que afecta tanto os indivíduos imunodeprimidos como os imunocompetentes, cujo diagnóstico e tratamento são muito difíceis devido à elevada taxa de resistência aos fármacos actualmente disponíveis. Este facto conduz a uma situação paradoxal em que microrganismos classificados nas classes I e II sejam equiparados a microrganismos como o M. tuberculosis na sua vertente mais assustadora (estirpes multirresistentes). O primeiro passo para a resolução dos problemas levantados por estas infecções é a implementação de métodos de diagnóstico eficazes e rápidos. Estes devem permitir ao clínico não só implementar rapidamente uma terapêutica eficaz, como evitar a propagação das infecções a outros membros da comunidade. Este trabalho pretende ser um contributo para alcançar este objectivo. Para tal, identificámos de acordo com as directrizes vigentes, pelo menos dois métodos de biologia molecular e um método fenotípico, 54 estirpes de MNT (anos 2008-2009) pertencentes à colecção de estirpes bacterianas da Unidade de Micobactérias do Departamento de Doenças Infecciosas do INSA. Os resultados obtidos pelos diferentes métodos foram comparados de forma a avaliar a sua eficácia. A comparação dos três métodos (PRA-hsp65, sequenciação do hsp65 e do 16S rRNA), combinado com algumas características fenotípicas chave (tempo de crescimento e produção de pigmento), demonstraram que a correcta identificação de estirpes isoladas necessita da combinação de pelo menos dois métodos. |
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