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Marxismo e Pragmatismo: uma “conciliação” estado-unidense. Contextualização, circunscrição e crítica do “Socialismo pragmatista” no seu dealbar (1912-1914), com base na trilogia de William English Walling

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente estudo visa rastrear a “experiência teórica” que propõe a “conciliação” entre o Marxismo e o Pragmatismo com base e origem nos EUA, seguindo de perto a trilogia de William English Walling, redigida entre 1912 e 1914; cosendo-se pelo seguinte enredo: “contextualização, circunscrição e crítica”. Em nosso entender, a contextualização justifica-se por uma abrangência social e teórica – com alguns casos particulares a merecer maior atenção do que outros –, devidamente prévia aos outros dois momentos. Esta ocupa o espaço da Primeira parte, dando conta: (§ 1) do processo histórico mais próximo e suficientemente amplo da questão, desde a Guerra Civil Americana até chegar perto da I Grande Guerra; (§ 2) do processo intelectual, focando-se o segundo capítulo em Darwin e Spencer, Marx e Engels, na tríplice pragmatista – Peirce, James e Dewey –, e no “excecionalismo”; (§ 3) do processo político, mais precisamente da receção do Marxismo nos EUA e da formação socialista estado-unidense; (§ 4) do processo europeu, desde o “regresso a Kant”, ao “Possibilismo”, à Fabian Society e a Bernstein & Cia. De seguida, na Segunda parte, chegamos finalmente ao período alvo – o período do dealbar do “Socialismo pragmatista”, no princípio da segunda década do século XX. Com vista à “circunscrição e crítica” desta proposta interessa-nos dar conta: (§ 5) dos “novos intelectuais”, Eastman, Lowie, Bourne e Lippmann; (§ 6) da trilogia de Walling, conduzindo o sexto capítulo a uma análise mais expositiva desta, com particular foco no “apêndice” que dá verdadeiramente o mote ao presente trabalho; (§ 7) da possibilidade de resposta conferida a Marx e a Engels, para um confronto com Walling e outros autores aqui estudados; (§ 8) da nossa crítica, visando a sugestão de uma “matriz” e de uma definição, ainda que provisória, para a “experiência teórica” em causa. Por fim, em jeito de conclusão, além de um apanhado do mais relevante que se rastreou, caberão aí as principais ilações tiradas (três) e algumas notas prospetivas quanto ao futuro de um trabalho que daqui prossiga.
Autores principais:Antunes, Paulo Fernando Rocha
Assunto:Walling, William English, 1877-1936 Partido Socialista dos Estados Unidos Marxismo Pragmatismo (Filosofia) Teses de doutoramento - 2021
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente estudo visa rastrear a “experiência teórica” que propõe a “conciliação” entre o Marxismo e o Pragmatismo com base e origem nos EUA, seguindo de perto a trilogia de William English Walling, redigida entre 1912 e 1914; cosendo-se pelo seguinte enredo: “contextualização, circunscrição e crítica”. Em nosso entender, a contextualização justifica-se por uma abrangência social e teórica – com alguns casos particulares a merecer maior atenção do que outros –, devidamente prévia aos outros dois momentos. Esta ocupa o espaço da Primeira parte, dando conta: (§ 1) do processo histórico mais próximo e suficientemente amplo da questão, desde a Guerra Civil Americana até chegar perto da I Grande Guerra; (§ 2) do processo intelectual, focando-se o segundo capítulo em Darwin e Spencer, Marx e Engels, na tríplice pragmatista – Peirce, James e Dewey –, e no “excecionalismo”; (§ 3) do processo político, mais precisamente da receção do Marxismo nos EUA e da formação socialista estado-unidense; (§ 4) do processo europeu, desde o “regresso a Kant”, ao “Possibilismo”, à Fabian Society e a Bernstein & Cia. De seguida, na Segunda parte, chegamos finalmente ao período alvo – o período do dealbar do “Socialismo pragmatista”, no princípio da segunda década do século XX. Com vista à “circunscrição e crítica” desta proposta interessa-nos dar conta: (§ 5) dos “novos intelectuais”, Eastman, Lowie, Bourne e Lippmann; (§ 6) da trilogia de Walling, conduzindo o sexto capítulo a uma análise mais expositiva desta, com particular foco no “apêndice” que dá verdadeiramente o mote ao presente trabalho; (§ 7) da possibilidade de resposta conferida a Marx e a Engels, para um confronto com Walling e outros autores aqui estudados; (§ 8) da nossa crítica, visando a sugestão de uma “matriz” e de uma definição, ainda que provisória, para a “experiência teórica” em causa. Por fim, em jeito de conclusão, além de um apanhado do mais relevante que se rastreou, caberão aí as principais ilações tiradas (três) e algumas notas prospetivas quanto ao futuro de um trabalho que daqui prossiga.