Publicação
A auto-percepção do envelhecimento e os traços de personalidade em idosos
| Resumo: | O presente estudo foca a auto-percepção do envelhecimento e os traços de personalidade, assumindo como principais objectivos: (1) a exploração da relação entre auto-percepção do processo de envelhecimento por parte dos idosos (com mais de 60 anos de idade) e os traços de personalidade e, (2) a compreensão das dimensões da autopercepção do envelhecimento que melhor predizem determinados traços de personalidade. Participaram neste estudo 146 indíviduos, masculinos e femininos, com idades compreendidas entre os 60 e os 89 anos de idade. De forma a avaliar a autopercepção do envelhecimento foi utilizada a versão portuguesa do Questionário de Percepções do Envelhecimento (QPE) (Barker, O’Hanlon, McGee, Hickey, & Conroy, 2007; Claudino, 2007). Os traços de personalidade foram avaliados pela versão portuguesa do Inventário dos Cinco Factores NEO-FFI (Costa, P. T. & McCrae, R. R., 1989, 1992; Lima e Simões, 2001). Os resultados permitem verificar que (1) o traço de neuroticismo se encontra positivamente associado a uma concepção pessoal da velhice como período gerador de respostas emocionais negativas, e (2) negativamente associado a uma percepção de controlo sobre as experiências negativas da velhice; (3) o traço de extroversão se encontra positivamente associado a uma percepção do envelhecimento como período de ganhos, e de capacidade de controlo sobre experiências vividas e (4) se encontra negativamente associado a sentimentos de tristeza, angústia, ansiedade e preocupação perante o envelhecimento. A partir das relações encontradas entre auto-percepção do envelhecimento e traços da personalidade, o presente estudo revelou que: (5) uma auto-percepção negativa do envelhecimento pode ser preditora de uma personalidade predominantemente neurótica e (6) uma percepção da velhice pautada por um sentimento de ganhos e de controlo positivo poderá ser preditora de uma personalidade mais extrovertida. (7) O traço de conscienciosidade parece ser antecipado de forma relativamente robusta por uma percepção de consequências positivas do envelhecimento. |
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| Autores principais: | Yassine, Ismael Macedo Correia |
| Assunto: | Envelhecimento Auto-percepção Traços de personalidade Teses de mestrado - 2011 |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O presente estudo foca a auto-percepção do envelhecimento e os traços de personalidade, assumindo como principais objectivos: (1) a exploração da relação entre auto-percepção do processo de envelhecimento por parte dos idosos (com mais de 60 anos de idade) e os traços de personalidade e, (2) a compreensão das dimensões da autopercepção do envelhecimento que melhor predizem determinados traços de personalidade. Participaram neste estudo 146 indíviduos, masculinos e femininos, com idades compreendidas entre os 60 e os 89 anos de idade. De forma a avaliar a autopercepção do envelhecimento foi utilizada a versão portuguesa do Questionário de Percepções do Envelhecimento (QPE) (Barker, O’Hanlon, McGee, Hickey, & Conroy, 2007; Claudino, 2007). Os traços de personalidade foram avaliados pela versão portuguesa do Inventário dos Cinco Factores NEO-FFI (Costa, P. T. & McCrae, R. R., 1989, 1992; Lima e Simões, 2001). Os resultados permitem verificar que (1) o traço de neuroticismo se encontra positivamente associado a uma concepção pessoal da velhice como período gerador de respostas emocionais negativas, e (2) negativamente associado a uma percepção de controlo sobre as experiências negativas da velhice; (3) o traço de extroversão se encontra positivamente associado a uma percepção do envelhecimento como período de ganhos, e de capacidade de controlo sobre experiências vividas e (4) se encontra negativamente associado a sentimentos de tristeza, angústia, ansiedade e preocupação perante o envelhecimento. A partir das relações encontradas entre auto-percepção do envelhecimento e traços da personalidade, o presente estudo revelou que: (5) uma auto-percepção negativa do envelhecimento pode ser preditora de uma personalidade predominantemente neurótica e (6) uma percepção da velhice pautada por um sentimento de ganhos e de controlo positivo poderá ser preditora de uma personalidade mais extrovertida. (7) O traço de conscienciosidade parece ser antecipado de forma relativamente robusta por uma percepção de consequências positivas do envelhecimento. |
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