Publicação
Nutrição parentérica em meio hospitalar : prescrição, produção e acompanhamento clínico : estudo observacional sobre o impacto do IMC e da ingestão calórica-proteica no resultado clínico
| Resumo: | O presente relatório desenvolve o tema da Nutrição Parentérica (NP) no adulto em meio hospitalar, estando organizado em 3 partes, A a C: A. Relatório de atividades O relatório de atividades pretende dar uma visão geral sobre as principais atividades, desde a prescrição da NP e monitorização clínica do doente nos serviços de internamento, até à formulação e produção de bolsas de NP na farmácia hospitalar. Para cada processo apresenta-se um fluxograma de atividades, com a identificação da responsabilidade associada a cada atividade e os principais documentos e registos envolvidos. Como complemento apresentam-se tabelas com sínteses variadas que ajudam na compreensão ou tomada de decisão das referidas atividades. No processo de ‘Prescrição e Monitorização clínica’ sugere-se a participação do Serviço de Dietética e Nutrição para partilhar informação sobre a tolerância à nutrição entérica/oral na fase de sobreposição desta com a NP. Também seria vantajoso obter a avaliação antropométrica pelo Serviço de Dietética e Nutrição, em particular no doente com Nutrição Parentérica mais prolongada. Quanto ao processo de ‘Formulação’ seria útil considerar em revisões futuras as recomendações ASPEN (American Society for Parenteral and Enteral Nutrition) relativas a segurança dos sistemas de formulação em farmácia. O sistema deve ainda integrar o cálculo da osmolaridade e emitir alertas de erro quando são ultrapassados limites de formulação pré-especificados. Relativamente ao processo de ‘Produção’ sugere-se a introdução de alguns controlos de qualidade referidos pela ASPEN, nomeadamente a análise gravimétrica das bolsas produzidas e a análise química aleatória da concentração de glicose e electrólitos. B. Análise de recomendações É analisada uma amostra de 495 bolsas de Nutrição Parentérica e os parâmetros desde a perfusão à composição em macronutrientes e micronutrientes são comparados com as recomendações. Verifica-se que os valores médios de aporte calórico e proteico, respectivamente 18 kcal/kg/dia e 0,8 g/kg/dia, são inferiores ao recomendado. O aporte de lípidos como fonte calórica e de ácidos gordos essenciais é fornecido em apenas 18% das bolsas. Os oligoelementos ferro, cobre, manganésio e iodo estão mais elevados do que a dose recomendada mas a sua administração é feita em dias alternados. As vitaminas B1, B6, B9 e C apresentam valores abaixo das recomendações. No entanto foi observado que certos doentes tomam doses adicionais destas vitaminas hidrossolúveis fora da bolsa de Nutrição Parentérica. C. Estudo observacional Apresenta-se um estudo observacional, transversal, prospetivo, que analisa a influência quer do estado nutricional na admissão quer da ingestão calórico-proteica durante o período de NP, no resultado clínico. Numa amostra de 28 indivíduos internados num centro hospitalar e sujeitos a Nutrição Parentérica em diversos serviços (cuidados intensivos, transplante de medula óssea, hematologia, cirurgia e medicina) verificou-se que: (a) O risco de mortalidade é superior no grupo de indivíduos com menor Índice de Massa Corporal (IMC). (b) A relação inversa entre o aumento da ingestão calórico-proteica e o tempo de internamento não foi demonstrada. |
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| Autores principais: | Aguiar, Maria Margarida Branco Antunes Baptista Queiroz, 1964- |
| Assunto: | Nutrição parentérica Prescrição Produção Macro e micronutrientes Índice de massa corporal Relatórios de estágio de mestrado - 2016 |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O presente relatório desenvolve o tema da Nutrição Parentérica (NP) no adulto em meio hospitalar, estando organizado em 3 partes, A a C: A. Relatório de atividades O relatório de atividades pretende dar uma visão geral sobre as principais atividades, desde a prescrição da NP e monitorização clínica do doente nos serviços de internamento, até à formulação e produção de bolsas de NP na farmácia hospitalar. Para cada processo apresenta-se um fluxograma de atividades, com a identificação da responsabilidade associada a cada atividade e os principais documentos e registos envolvidos. Como complemento apresentam-se tabelas com sínteses variadas que ajudam na compreensão ou tomada de decisão das referidas atividades. No processo de ‘Prescrição e Monitorização clínica’ sugere-se a participação do Serviço de Dietética e Nutrição para partilhar informação sobre a tolerância à nutrição entérica/oral na fase de sobreposição desta com a NP. Também seria vantajoso obter a avaliação antropométrica pelo Serviço de Dietética e Nutrição, em particular no doente com Nutrição Parentérica mais prolongada. Quanto ao processo de ‘Formulação’ seria útil considerar em revisões futuras as recomendações ASPEN (American Society for Parenteral and Enteral Nutrition) relativas a segurança dos sistemas de formulação em farmácia. O sistema deve ainda integrar o cálculo da osmolaridade e emitir alertas de erro quando são ultrapassados limites de formulação pré-especificados. Relativamente ao processo de ‘Produção’ sugere-se a introdução de alguns controlos de qualidade referidos pela ASPEN, nomeadamente a análise gravimétrica das bolsas produzidas e a análise química aleatória da concentração de glicose e electrólitos. B. Análise de recomendações É analisada uma amostra de 495 bolsas de Nutrição Parentérica e os parâmetros desde a perfusão à composição em macronutrientes e micronutrientes são comparados com as recomendações. Verifica-se que os valores médios de aporte calórico e proteico, respectivamente 18 kcal/kg/dia e 0,8 g/kg/dia, são inferiores ao recomendado. O aporte de lípidos como fonte calórica e de ácidos gordos essenciais é fornecido em apenas 18% das bolsas. Os oligoelementos ferro, cobre, manganésio e iodo estão mais elevados do que a dose recomendada mas a sua administração é feita em dias alternados. As vitaminas B1, B6, B9 e C apresentam valores abaixo das recomendações. No entanto foi observado que certos doentes tomam doses adicionais destas vitaminas hidrossolúveis fora da bolsa de Nutrição Parentérica. C. Estudo observacional Apresenta-se um estudo observacional, transversal, prospetivo, que analisa a influência quer do estado nutricional na admissão quer da ingestão calórico-proteica durante o período de NP, no resultado clínico. Numa amostra de 28 indivíduos internados num centro hospitalar e sujeitos a Nutrição Parentérica em diversos serviços (cuidados intensivos, transplante de medula óssea, hematologia, cirurgia e medicina) verificou-se que: (a) O risco de mortalidade é superior no grupo de indivíduos com menor Índice de Massa Corporal (IMC). (b) A relação inversa entre o aumento da ingestão calórico-proteica e o tempo de internamento não foi demonstrada. |
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