Publicação

A poupança fiscal na gestão das sociedades e a encruzilhada entre o desejo de obter lucro e a necessidade de cumprir os ditames da fiscalidade

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente relatório final de mestrado visa essencialmente responder a uma questão: – O órgão de gestão societária estará vinculado a um dever de planeamento e poupança fiscal? Com efeito, se é certo que as sociedades comerciais têm um fim lucrativo e se esse mesmo fim resulta num efetivo direito dos sócios a quinhoar nos lucros, a questão que se colocará, desde logo, será a de se saber se o órgão de gestão tem, “no reverso da medalha”, um “dever de gestão”, em sentido estrito. Ou seja: – O órgão de gestão está ou não obrigado a gerir o ente societário com vista à maximização da riqueza da sociedade? Como veremos, tendemos a concordar com a maioria da doutrina comercialista no sentido do reconhecimento desse “dever de gestão”. Constatada a existência do mencionado “dever de gestão” sermos confrontados com o princípio “business judgment rule”, com a consequente insindicabilidade do “mérito da decisão de gestão strincto sensu”, numa espécie de “despenalização” ao estilo do movimento “Assim não” da atuação incumpridora do “dever de gestão” por parte do órgão de gestão. Chegados a este ponto, entraremos num mundo de certezas relativas quanto ao conceito de “planeamento fiscal” e suas delimitações fronteiriças entre a licitude e ilicitude, procurando desvendar as dificuldades e dúvidas doutrinais e jurisprudenciais, no reconhecimento matemático e milimétrico do que poderemos chamar de “paralelo 38 da fiscalidade moderna”, com todo o inflacionar de insegurança e incerteza que daí resulta. Depois de devidamente assimilados os conceitos supra indicados, dedicar-nos-emos ao reconhecimento do direito ao “planeamento fiscal”, o qual se mostra mais ou menos pacificado na doutrina, deixando para último o reconhecimento ou não reconhecimento do que se poderá intitular “sub-dever de gestão fiscal” por parte dos órgãos de gestão e quais as eventuais consequências da violação desse dever. Caso venha a ser reconhecido, daremos nota do que nos parece ser uma espécie de “bipolaridade patológica sistémica” do atual ordenamento jurídico-tributário.
Autores principais:Margalho, Paulo Alexandre Grilo Galveia
Assunto:Direito das sociedades comerciais Direito fiscal Lucro Planeamento fiscal Poupança Teses de mestrado - 2018
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
_version_ 1866809964330221568
author Margalho, Paulo Alexandre Grilo Galveia
author_facet Margalho, Paulo Alexandre Grilo Galveia
author_role author
contributor_name_str_mv Courinha, Gustavo Lopes
Repositório Científico de Acesso Aberto da ULisboa
country_str PT
creators_json_txt [{\"Person.name\":\"Margalho, Paulo Alexandre Grilo Galveia\"}]
datacite.contributors.contributor.contributorName.fl_str_mv Courinha, Gustavo Lopes
Repositório Científico de Acesso Aberto da ULisboa
datacite.creators.creator.creatorName.fl_str_mv Margalho, Paulo Alexandre Grilo Galveia
datacite.date.Accepted.fl_str_mv 2018-11-19T00:00:00Z
datacite.date.available.fl_str_mv 2019-03-07T17:50:04Z
datacite.date.embargoed.fl_str_mv 2019-03-07T17:50:04Z
datacite.rights.fl_str_mv http://purl.org/coar/access_right/c_abf2
datacite.subjects.subject.fl_str_mv Direito das sociedades comerciais
Direito fiscal
Lucro
Planeamento fiscal
Poupança
Teses de mestrado - 2018
datacite.titles.title.fl_str_mv A poupança fiscal na gestão das sociedades e a encruzilhada entre o desejo de obter lucro e a necessidade de cumprir os ditames da fiscalidade
dc.contributor.none.fl_str_mv Courinha, Gustavo Lopes
Repositório Científico de Acesso Aberto da ULisboa
dc.creator.none.fl_str_mv Margalho, Paulo Alexandre Grilo Galveia
dc.date.Accepted.fl_str_mv 2018-11-19T00:00:00Z
dc.date.available.fl_str_mv 2019-03-07T17:50:04Z
dc.date.embargoed.fl_str_mv 2019-03-07T17:50:04Z
dc.description.none.fl_str_mv The present master’s thesis aims to answer one question: - Is the governing body of a commercial company bound to a duty of tax planning and savings? Actually, if it is true that commercial companies have profit as an ultimate goal and if that same goal results in an effective right of the partners to their share in profits, the question that immediately emerges, “on the other side of the coin”, is of knowing if the governing body has a “duty of management” in the narrowest sense. In other words: - Is the governing body obliged or not to manage the company focusing in maximizing its wealth? As we shall see, we tend to agree with the majority of the legal doctrine regarding commercial law in the acknowledgment of that duty. Established the existence of the mentioned "management duty" we are confronted with the "business judgment rule" principle, with the consequent unascertainable of the "merits of the management decision strincto sensu", like a type of "decriminalization" of the incompliance of the governing body’s performance. Reaching this point, we will enter a world of fragile certainties as to the definition of tax planning and its borderlines between what is licit and what is illicit, in attempt to unravel the doctrinal and jurisprudence difficulties and doubts, of the mathematic and millimetre recognition of what we can call the “38th parallel north of modern taxation”, with the great deal of insecurity and uncertainty that arises from it. After properly assimilating the concepts above, we will devote our attention to the recognition of the right to tax plan, a right that has been, more or less, peacefully accepted in the legal doctrine, finally we will approach the recognition or not of what can be called the “subsidiary duty of tax management” on behalf of the governing body and the potential consequences of the breach of that duty. In of recognition of that right, we will give note of what seems to us like a “pathological and systemic bipolar disorder” of the current juridical order.
dc.format.none.fl_str_mv application/pdf
dc.identifier.none.fl_str_mv http://hdl.handle.net/10451/37369
dc.language.none.fl_str_mv por
dc.rights.none.fl_str_mv http://purl.org/coar/access_right/c_abf2
dc.subject.none.fl_str_mv Direito das sociedades comerciais
Direito fiscal
Lucro
Planeamento fiscal
Poupança
Teses de mestrado - 2018
dc.title.fl_str_mv A poupança fiscal na gestão das sociedades e a encruzilhada entre o desejo de obter lucro e a necessidade de cumprir os ditames da fiscalidade
dc.type.none.fl_str_mv http://purl.org/coar/resource_type/c_bdcc
description O presente relatório final de mestrado visa essencialmente responder a uma questão: – O órgão de gestão societária estará vinculado a um dever de planeamento e poupança fiscal? Com efeito, se é certo que as sociedades comerciais têm um fim lucrativo e se esse mesmo fim resulta num efetivo direito dos sócios a quinhoar nos lucros, a questão que se colocará, desde logo, será a de se saber se o órgão de gestão tem, “no reverso da medalha”, um “dever de gestão”, em sentido estrito. Ou seja: – O órgão de gestão está ou não obrigado a gerir o ente societário com vista à maximização da riqueza da sociedade? Como veremos, tendemos a concordar com a maioria da doutrina comercialista no sentido do reconhecimento desse “dever de gestão”. Constatada a existência do mencionado “dever de gestão” sermos confrontados com o princípio “business judgment rule”, com a consequente insindicabilidade do “mérito da decisão de gestão strincto sensu”, numa espécie de “despenalização” ao estilo do movimento “Assim não” da atuação incumpridora do “dever de gestão” por parte do órgão de gestão. Chegados a este ponto, entraremos num mundo de certezas relativas quanto ao conceito de “planeamento fiscal” e suas delimitações fronteiriças entre a licitude e ilicitude, procurando desvendar as dificuldades e dúvidas doutrinais e jurisprudenciais, no reconhecimento matemático e milimétrico do que poderemos chamar de “paralelo 38 da fiscalidade moderna”, com todo o inflacionar de insegurança e incerteza que daí resulta. Depois de devidamente assimilados os conceitos supra indicados, dedicar-nos-emos ao reconhecimento do direito ao “planeamento fiscal”, o qual se mostra mais ou menos pacificado na doutrina, deixando para último o reconhecimento ou não reconhecimento do que se poderá intitular “sub-dever de gestão fiscal” por parte dos órgãos de gestão e quais as eventuais consequências da violação desse dever. Caso venha a ser reconhecido, daremos nota do que nos parece ser uma espécie de “bipolaridade patológica sistémica” do atual ordenamento jurídico-tributário.
dirty 0
eu_rights_str_mv openAccess
format masterThesis
fulltext.url.fl_str_mv https://repositorio.ulisboa.pt/bitstreams/2ac180fd-ecd9-4c4c-a463-9ea877bdd6bd/download
id ul_eb8dd0abfe4f2bcfcfba49d6d3e6bd60
identifier.url.fl_str_mv http://hdl.handle.net/10451/37369
instacron_str ul
institution Universidade de Lisboa
instname_str Universidade de Lisboa
language por
network_acronym_str ul
network_name_str Repositório da Universidade de Lisboa
oai_identifier_str oai:repositorio.ulisboa.pt:10451/37369
organization_str_mv urn:organizationAcronym:ul
person_str_mv Margalho, Paulo Alexandre Grilo Galveia
publishDate 2018
reponame_str Repositório da Universidade de Lisboa
repository_id_str urn:repositoryAcronym:ul
service_str_mv urn:repositoryAcronym:ul
spelling porpt_PTO presente relatório final de mestrado visa essencialmente responder a uma questão: – O órgão de gestão societária estará vinculado a um dever de planeamento e poupança fiscal? Com efeito, se é certo que as sociedades comerciais têm um fim lucrativo e se esse mesmo fim resulta num efetivo direito dos sócios a quinhoar nos lucros, a questão que se colocará, desde logo, será a de se saber se o órgão de gestão tem, “no reverso da medalha”, um “dever de gestão”, em sentido estrito. Ou seja: – O órgão de gestão está ou não obrigado a gerir o ente societário com vista à maximização da riqueza da sociedade? Como veremos, tendemos a concordar com a maioria da doutrina comercialista no sentido do reconhecimento desse “dever de gestão”. Constatada a existência do mencionado “dever de gestão” sermos confrontados com o princípio “business judgment rule”, com a consequente insindicabilidade do “mérito da decisão de gestão strincto sensu”, numa espécie de “despenalização” ao estilo do movimento “Assim não” da atuação incumpridora do “dever de gestão” por parte do órgão de gestão. Chegados a este ponto, entraremos num mundo de certezas relativas quanto ao conceito de “planeamento fiscal” e suas delimitações fronteiriças entre a licitude e ilicitude, procurando desvendar as dificuldades e dúvidas doutrinais e jurisprudenciais, no reconhecimento matemático e milimétrico do que poderemos chamar de “paralelo 38 da fiscalidade moderna”, com todo o inflacionar de insegurança e incerteza que daí resulta. Depois de devidamente assimilados os conceitos supra indicados, dedicar-nos-emos ao reconhecimento do direito ao “planeamento fiscal”, o qual se mostra mais ou menos pacificado na doutrina, deixando para último o reconhecimento ou não reconhecimento do que se poderá intitular “sub-dever de gestão fiscal” por parte dos órgãos de gestão e quais as eventuais consequências da violação desse dever. Caso venha a ser reconhecido, daremos nota do que nos parece ser uma espécie de “bipolaridade patológica sistémica” do atual ordenamento jurídico-tributário.enThe present master’s thesis aims to answer one question: - Is the governing body of a commercial company bound to a duty of tax planning and savings? Actually, if it is true that commercial companies have profit as an ultimate goal and if that same goal results in an effective right of the partners to their share in profits, the question that immediately emerges, “on the other side of the coin”, is of knowing if the governing body has a “duty of management” in the narrowest sense. In other words: - Is the governing body obliged or not to manage the company focusing in maximizing its wealth? As we shall see, we tend to agree with the majority of the legal doctrine regarding commercial law in the acknowledgment of that duty. Established the existence of the mentioned "management duty" we are confronted with the "business judgment rule" principle, with the consequent unascertainable of the "merits of the management decision strincto sensu", like a type of "decriminalization" of the incompliance of the governing body’s performance. Reaching this point, we will enter a world of fragile certainties as to the definition of tax planning and its borderlines between what is licit and what is illicit, in attempt to unravel the doctrinal and jurisprudence difficulties and doubts, of the mathematic and millimetre recognition of what we can call the “38th parallel north of modern taxation”, with the great deal of insecurity and uncertainty that arises from it. After properly assimilating the concepts above, we will devote our attention to the recognition of the right to tax plan, a right that has been, more or less, peacefully accepted in the legal doctrine, finally we will approach the recognition or not of what can be called the “subsidiary duty of tax management” on behalf of the governing body and the potential consequences of the breach of that duty. In of recognition of that right, we will give note of what seems to us like a “pathological and systemic bipolar disorder” of the current juridical order.application/pdfpt_PTA poupança fiscal na gestão das sociedades e a encruzilhada entre o desejo de obter lucro e a necessidade de cumprir os ditames da fiscalidadeMargalho, Paulo Alexandre Grilo GalveiaCourinha, Gustavo LopesHostingInstitutionOrganizationalRepositório Científico de Acesso Aberto da ULisboae-mailmailto:repositorio@reitoria.ulisboa.ptrepositorio@reitoria.ulisboa.pt2019-03-07T17:50:04Z2018-11-192018-11-19T00:00:00ZHandlehttp://hdl.handle.net/10451/37369http://purl.org/coar/access_right/c_abf2open accessDireito das sociedades comerciaisDireito fiscalLucroPlaneamento fiscalPoupançaTeses de mestrado - 20181564565 bytesliteraturehttp://purl.org/coar/resource_type/c_bdccmaster thesishttp://purl.org/coar/access_right/c_abf2application/pdffulltexthttps://repositorio.ulisboa.pt/bitstreams/2ac180fd-ecd9-4c4c-a463-9ea877bdd6bd/download
spellingShingle A poupança fiscal na gestão das sociedades e a encruzilhada entre o desejo de obter lucro e a necessidade de cumprir os ditames da fiscalidade
Margalho, Paulo Alexandre Grilo Galveia
Direito das sociedades comerciais
Direito fiscal
Lucro
Planeamento fiscal
Poupança
Teses de mestrado - 2018
status SINGLETON
subject.fl_str_mv Direito das sociedades comerciais
Direito fiscal
Lucro
Planeamento fiscal
Poupança
Teses de mestrado - 2018
title A poupança fiscal na gestão das sociedades e a encruzilhada entre o desejo de obter lucro e a necessidade de cumprir os ditames da fiscalidade
title_full A poupança fiscal na gestão das sociedades e a encruzilhada entre o desejo de obter lucro e a necessidade de cumprir os ditames da fiscalidade
title_fullStr A poupança fiscal na gestão das sociedades e a encruzilhada entre o desejo de obter lucro e a necessidade de cumprir os ditames da fiscalidade
title_full_unstemmed A poupança fiscal na gestão das sociedades e a encruzilhada entre o desejo de obter lucro e a necessidade de cumprir os ditames da fiscalidade
title_short A poupança fiscal na gestão das sociedades e a encruzilhada entre o desejo de obter lucro e a necessidade de cumprir os ditames da fiscalidade
title_sort A poupança fiscal na gestão das sociedades e a encruzilhada entre o desejo de obter lucro e a necessidade de cumprir os ditames da fiscalidade
topic Direito das sociedades comerciais
Direito fiscal
Lucro
Planeamento fiscal
Poupança
Teses de mestrado - 2018
topic_facet Direito das sociedades comerciais
Direito fiscal
Lucro
Planeamento fiscal
Poupança
Teses de mestrado - 2018
url http://hdl.handle.net/10451/37369
visible 1