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A tecnologia lítica do fim do Tardiglaciar no Centro de Portugal: o exemplo do Abrigo 1 de Vale de Covões (Soure)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O Abrigo 1 de Vale de Covões foi identificado, por T. Aubry, em 2001, e nesse mesmo ano, no âmbito de um projecto alargado sobre a ocupação pré-histórica do Maciço de Sicó, foi empreendida uma sondagem de 1m2 para averiguação da potência estratigráfica. A identificação de níveis preliminarmente atribuídos ao Magdalenense e ao Gravettense motivou uma campanha de escavação em 2004. Neste artigo apresentamos a descrição e a nossa interpretação sobre a tecnologia dos artefactos líticos recuperados nas unidades estratigráficas 3 e 4 deste abrigo. Um carvão recolhido na unidade estratigráfica 4 possibilitou a obtenção de uma data de 10 020±40 BP (Cal 9769-9367 BC), convergente com a atribuição crono-cultural ao Magdalenense Final. O estudo da indústria lítica das unidades estratigráficas que aqui apresentamos foi levado a cabo no âmbito de um trabalho académico e os estudos faunísticos, geo-arqueológicos e datações para a totalidade da sequência estão ainda em curso.
Autores principais:Gameiro, Cristina
Assunto:Paleolítico Superior Magdalenense Tardiglaciar Tecnologia Lítica Aprovisionamento matérias-primas Upper Paleolithic Magdalenian Tardiglacial Lithic technology Raw material sourcing
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O Abrigo 1 de Vale de Covões foi identificado, por T. Aubry, em 2001, e nesse mesmo ano, no âmbito de um projecto alargado sobre a ocupação pré-histórica do Maciço de Sicó, foi empreendida uma sondagem de 1m2 para averiguação da potência estratigráfica. A identificação de níveis preliminarmente atribuídos ao Magdalenense e ao Gravettense motivou uma campanha de escavação em 2004. Neste artigo apresentamos a descrição e a nossa interpretação sobre a tecnologia dos artefactos líticos recuperados nas unidades estratigráficas 3 e 4 deste abrigo. Um carvão recolhido na unidade estratigráfica 4 possibilitou a obtenção de uma data de 10 020±40 BP (Cal 9769-9367 BC), convergente com a atribuição crono-cultural ao Magdalenense Final. O estudo da indústria lítica das unidades estratigráficas que aqui apresentamos foi levado a cabo no âmbito de um trabalho académico e os estudos faunísticos, geo-arqueológicos e datações para a totalidade da sequência estão ainda em curso.