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Intervalo de tempo entre a administração de corticosteróides para a indução de maturação fetal e o nascimento : desfechos neonatais : um estudo retrospetivo no Hospital de Santa Maria

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: O parto pré-termo é uma das principais causas de mortalidade neonatal e uma causa importante de morbilidade. As guidelines internacionais recomendam a administração de um ciclo de corticosteroides em grávidas com ameaça de parto prétermo ou naquelas em se preveja necessário interromper a gestação a curto prazo antes das 34 semanas. A administração de corticosteroides neste contexto demonstrou reduzir a mortalidade neonatal e reduzir as taxas de síndrome de dificuldade respiratória, hemorragia intraventricular e enterocolite necrotizante no recém-nascido. Objetivo: Comparar os desfechos neonatais consoante o intervalo de tempo decorrido entre a administração de corticosteroides e o nascimento, num hospital terciário. Metodologia: Estudo retrospetivo de recém-nascidos pré-termo, que completaram um ciclo de corticosteroides durante os anos de 2020 e 2021. Foram excluídas as gestações gemelares. O desfecho primário foi um desfecho neonatal adverso composto consoante o intervalo de tempo decorrido entre a administração dos corticosteroides e o nascimento: menos de 7 dias, entre 7 e 14 dias e mais de 14 dias. Resultados: Foram incluídos 109 recém-nascidos: 49 (40,8%) nasceram menos de 7 dias após ciclo de corticosteroides, 35 (29,2%), entre 7 e 14 dias depois e 36 (30%), mais de 14 dias depois. O desfecho neonatal composto ocorreu em 14 (28,6%) dos recémnascidos do primeiro grupo, 8 (22,9%), do segundo e 5 (13,9%), no terceiro grupo, esta diferença não foi estatisticamente significativa. Análises de subgrupos, segundo a idade gestacional, também não demonstraram diferenças significativas. Conclusão: Neste estudo observacional conduzido no Hospital de Santa Maria, não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas nos desfechos neonatais adversos, de acordo com os diferentes intervalos entre os corticosteroides e o nascimento.
Autores principais:Borges, Catarina Rego
Assunto:Nascimento pré-termo Corticosteroides pré-natais Desfechos neonatais Obstetrícia
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: O parto pré-termo é uma das principais causas de mortalidade neonatal e uma causa importante de morbilidade. As guidelines internacionais recomendam a administração de um ciclo de corticosteroides em grávidas com ameaça de parto prétermo ou naquelas em se preveja necessário interromper a gestação a curto prazo antes das 34 semanas. A administração de corticosteroides neste contexto demonstrou reduzir a mortalidade neonatal e reduzir as taxas de síndrome de dificuldade respiratória, hemorragia intraventricular e enterocolite necrotizante no recém-nascido. Objetivo: Comparar os desfechos neonatais consoante o intervalo de tempo decorrido entre a administração de corticosteroides e o nascimento, num hospital terciário. Metodologia: Estudo retrospetivo de recém-nascidos pré-termo, que completaram um ciclo de corticosteroides durante os anos de 2020 e 2021. Foram excluídas as gestações gemelares. O desfecho primário foi um desfecho neonatal adverso composto consoante o intervalo de tempo decorrido entre a administração dos corticosteroides e o nascimento: menos de 7 dias, entre 7 e 14 dias e mais de 14 dias. Resultados: Foram incluídos 109 recém-nascidos: 49 (40,8%) nasceram menos de 7 dias após ciclo de corticosteroides, 35 (29,2%), entre 7 e 14 dias depois e 36 (30%), mais de 14 dias depois. O desfecho neonatal composto ocorreu em 14 (28,6%) dos recémnascidos do primeiro grupo, 8 (22,9%), do segundo e 5 (13,9%), no terceiro grupo, esta diferença não foi estatisticamente significativa. Análises de subgrupos, segundo a idade gestacional, também não demonstraram diferenças significativas. Conclusão: Neste estudo observacional conduzido no Hospital de Santa Maria, não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas nos desfechos neonatais adversos, de acordo com os diferentes intervalos entre os corticosteroides e o nascimento.