Publicação
Os a-r-r-r-gumentos dos piratas: novas perspectivas sobre o desvio social no contexto da sociedade de informação
| Resumo: | A partilha de informação através da Internet criou um dilema na ontologia da propriedade privada. A tentativa de estabelecer monopólios sobre as coisas imateriais aparenta ter falhado a julgar pelo fenômeno social da chamada pirataria digital. Socializar esta prática como um ato desviante, nocivo e violador das normais sociais tem sido uma das formas massivas para combater o acesso “não autorizado” das informações protegidas pela lei. Neste sentido, a abordagem normativa sobre a pirataria evidencia como os nossos valores morais enfrentam a “falha” ontológica da idéia de propriedade: não apenas pelo viés da lei, mas também pelo enquadramento de novos comportamentos éticos em antigos padrões identitários.No artigo utilizo o caso do Partido Pirata para verificar como o Movimento reorienta a função social do desvio, transformando-o em benefício para a ação política que promovem. De modo a testar minha hipótese, estabeleço algumas conexões entre os seus argumentos e as perspectivas da chamada “Sociologia do Desvio”, nomeadamente em relação às contribuições de Becker e de Goffman. O texto foi elaborado a partir da análise dos documentos oficiais do Partido e das entrevistas realizadas com interlocutores da Suécia, do Brasil e de Portugal. |
|---|---|
| Autores principais: | Saturnino, Rodrigo |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A partilha de informação através da Internet criou um dilema na ontologia da propriedade privada. A tentativa de estabelecer monopólios sobre as coisas imateriais aparenta ter falhado a julgar pelo fenômeno social da chamada pirataria digital. Socializar esta prática como um ato desviante, nocivo e violador das normais sociais tem sido uma das formas massivas para combater o acesso “não autorizado” das informações protegidas pela lei. Neste sentido, a abordagem normativa sobre a pirataria evidencia como os nossos valores morais enfrentam a “falha” ontológica da idéia de propriedade: não apenas pelo viés da lei, mas também pelo enquadramento de novos comportamentos éticos em antigos padrões identitários.No artigo utilizo o caso do Partido Pirata para verificar como o Movimento reorienta a função social do desvio, transformando-o em benefício para a ação política que promovem. De modo a testar minha hipótese, estabeleço algumas conexões entre os seus argumentos e as perspectivas da chamada “Sociologia do Desvio”, nomeadamente em relação às contribuições de Becker e de Goffman. O texto foi elaborado a partir da análise dos documentos oficiais do Partido e das entrevistas realizadas com interlocutores da Suécia, do Brasil e de Portugal. |
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