Publicação
AF and stroke or stroke and AF?
| Resumo: | Introdução: Existe alguma controvérsia relativamente à etiologia da fibrilhação auricular (FA) primeiramente detetada após um acidente vascular cerebral (AVC) isquémico. Existem duas hipóteses atualmente colocadas: FA pré-existente ser a causa do AVC (hipótese cardiogénica), ou FA ser consequência do AVC (hipótese neurogénica). Estas duas entidades podem diferir em inúmeros parâmetros, pelo que é importante distingui-las. Objetivos: Avaliar se os doentes diagnosticados com FA após um AVC isquémico apresentavam alterações do ritmo cardíaco prévias ao AVC que poderiam estar associadas a um maior risco de desenvolver FA, o que suportaria a hipótese cardiogénica. Metodologia: Realizámos um estudo caso-controlo que incluiu doentes admitidos na Unidade de AVC do Hospital de Santa Maria entre 2009 e 2019 com o diagnóstico de AVC isquémico. De forma a ser incluídos, os doentes tinham de apresentar um registo Holter ECG 24h realizado antes da ocorrência do AVC. Foram excluídos doentes com o diagnóstico de FA prévio ao AVC. Os casos corresponderam aos doentes que desenvolveram FA nos primeiros cinco dias após o AVC, enquanto os controlos consistiram nos doentes que se mantiveram em ritmo sinusal. Recolhemos dados relativos ao sexo, idade, medicação, antecedentes pessoais, território do AVC e tempo decorrido entre a realização do exame Holter e o AVC. Os dois grupos foram comparados com base nos domínios do tempo (HR, pNN50, RMSSD, VarIndex, SDANN) e frequência (total power, VLF, LF, HF, LF/HF) dos Holter ECG. Resultados: Foram incluídos 9 casos e 11 controlos. Os casos apresentavam idade superior aos controlos. Não existiram outras diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos, nomeadamente nos domínios do tempo e frequência dos registos Holter ECG. Conclusões: A ausência de alterações prévias nos registos Holter dos doentes que desenvolveram FA nos primeiros dias após o AVC apoia a hipótese neurogénica. |
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| Autores principais: | Santana, Mariana Cristina Domingues |
| Assunto: | Acidente vascular cerebral Fibrilhação auricular Inflamação Holter ECG 24h Sistema nervoso autónomo Neurologia |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: Existe alguma controvérsia relativamente à etiologia da fibrilhação auricular (FA) primeiramente detetada após um acidente vascular cerebral (AVC) isquémico. Existem duas hipóteses atualmente colocadas: FA pré-existente ser a causa do AVC (hipótese cardiogénica), ou FA ser consequência do AVC (hipótese neurogénica). Estas duas entidades podem diferir em inúmeros parâmetros, pelo que é importante distingui-las. Objetivos: Avaliar se os doentes diagnosticados com FA após um AVC isquémico apresentavam alterações do ritmo cardíaco prévias ao AVC que poderiam estar associadas a um maior risco de desenvolver FA, o que suportaria a hipótese cardiogénica. Metodologia: Realizámos um estudo caso-controlo que incluiu doentes admitidos na Unidade de AVC do Hospital de Santa Maria entre 2009 e 2019 com o diagnóstico de AVC isquémico. De forma a ser incluídos, os doentes tinham de apresentar um registo Holter ECG 24h realizado antes da ocorrência do AVC. Foram excluídos doentes com o diagnóstico de FA prévio ao AVC. Os casos corresponderam aos doentes que desenvolveram FA nos primeiros cinco dias após o AVC, enquanto os controlos consistiram nos doentes que se mantiveram em ritmo sinusal. Recolhemos dados relativos ao sexo, idade, medicação, antecedentes pessoais, território do AVC e tempo decorrido entre a realização do exame Holter e o AVC. Os dois grupos foram comparados com base nos domínios do tempo (HR, pNN50, RMSSD, VarIndex, SDANN) e frequência (total power, VLF, LF, HF, LF/HF) dos Holter ECG. Resultados: Foram incluídos 9 casos e 11 controlos. Os casos apresentavam idade superior aos controlos. Não existiram outras diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos, nomeadamente nos domínios do tempo e frequência dos registos Holter ECG. Conclusões: A ausência de alterações prévias nos registos Holter dos doentes que desenvolveram FA nos primeiros dias após o AVC apoia a hipótese neurogénica. |
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