Publicação
Streptococcus pyogenes como agente de infecção da pele e tecidos moles
| Resumo: | Em Portugal, os estudos epidemiológicos em Streptococcus pyogenes englobam sobretudo estirpes responsáveis por infecções do aparelho respiratório superior e por infecções invasivas. No entanto, não há registo de estudos focados em estirpes de S. pyogenes recolhidas de infecções de pele e tecidos moles. Este estudo baseou-se na caracterização de 320 estirpes recolhidas em vários hospitais do país, durante o período de 2003 a 2009, a partir de amostras de pus de lesões cutâneas, como feridas e abcessos. A caracterização das estirpes foi efectuada por diferentes métodos de tipagem, nomeadamente serotipagem T, tipagem emm, determinação dos perfis de toxinas e determinação dos perfis de macro-restrição obtidos por electroforese em campo pulsado (PFGE). Em todos os métodos utilizados verificou-se uma elevada diversidade da população (índice de diversidade de Simpson ≥0.86). As estirpes do tipo emm89 (n=62) foram as mais frequentes, seguidas por estirpes do tipo emm1 (n=55). Quando consideradas em conjunto, estas estirpes correspondem a 36,6% da população total e constituem os dois principais grupos definidos por comparação dos perfis de PFGE. Assim como estes, verificou-se que a maioria dos grupos definidos por PFGE são principalmente constituídos por estirpes do mesmo tipo emm. Relativamente aos perfis de toxinas, observou-se que estirpes com o mesmo tipo emm, normalmente, apresentam um perfil igual ou semelhante. Também se determinou a resistência a alguns antimicrobianos de interesse clínico ou epidemiológico e os respectivos génotipos. No total, observou-se uma resistência aos macrólidos de 10,3%, com uma dominância de estirpes de fenótipo cMLSB em relação ao fénótipo M. A resistência à tetraciclina foi observada em 47 estirpes, das quais 12 eram também resistentes aos macrólidos. Tendo em conta os diferentes tipos emm detectados e o número de estirpes correspondentes, a implementação da vacina experimental 26-valente em todas as faixas etárias poderia prevenir 67,8% das infecções de pele e tecidos moles em Portugal. |
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| Autores principais: | Pato, Catarina Teresa Condinho,1988- |
| Assunto: | Microbiologia Epidemiologia Streptococcus pyogenes Vacinas Teses de mestrado - 2011 |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Em Portugal, os estudos epidemiológicos em Streptococcus pyogenes englobam sobretudo estirpes responsáveis por infecções do aparelho respiratório superior e por infecções invasivas. No entanto, não há registo de estudos focados em estirpes de S. pyogenes recolhidas de infecções de pele e tecidos moles. Este estudo baseou-se na caracterização de 320 estirpes recolhidas em vários hospitais do país, durante o período de 2003 a 2009, a partir de amostras de pus de lesões cutâneas, como feridas e abcessos. A caracterização das estirpes foi efectuada por diferentes métodos de tipagem, nomeadamente serotipagem T, tipagem emm, determinação dos perfis de toxinas e determinação dos perfis de macro-restrição obtidos por electroforese em campo pulsado (PFGE). Em todos os métodos utilizados verificou-se uma elevada diversidade da população (índice de diversidade de Simpson ≥0.86). As estirpes do tipo emm89 (n=62) foram as mais frequentes, seguidas por estirpes do tipo emm1 (n=55). Quando consideradas em conjunto, estas estirpes correspondem a 36,6% da população total e constituem os dois principais grupos definidos por comparação dos perfis de PFGE. Assim como estes, verificou-se que a maioria dos grupos definidos por PFGE são principalmente constituídos por estirpes do mesmo tipo emm. Relativamente aos perfis de toxinas, observou-se que estirpes com o mesmo tipo emm, normalmente, apresentam um perfil igual ou semelhante. Também se determinou a resistência a alguns antimicrobianos de interesse clínico ou epidemiológico e os respectivos génotipos. No total, observou-se uma resistência aos macrólidos de 10,3%, com uma dominância de estirpes de fenótipo cMLSB em relação ao fénótipo M. A resistência à tetraciclina foi observada em 47 estirpes, das quais 12 eram também resistentes aos macrólidos. Tendo em conta os diferentes tipos emm detectados e o número de estirpes correspondentes, a implementação da vacina experimental 26-valente em todas as faixas etárias poderia prevenir 67,8% das infecções de pele e tecidos moles em Portugal. |
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