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Mobilidade social subjetiva, saúde mental e satisfação no trabalho : um estudo na comunidade brasileira residente em Portugal

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Resumo:A saúde mental da comunidade brasileira em Portugal é influenciada por fatores como o estatuto social percebido e a satisfação no trabalho. Neste sentido, este estudo pretendeu compreender a associação entre a mobilidade social subjetiva (MSS), a satisfação no trabalho e a saúde mental nesta população. Entre janeiro e maio de 2025, foi divulgado um questionário online através de redes sociais, e-mail, um call-center e uma Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI). Recolheram-se dados sociodemográficos, a MSS (diferença entre o estatuto social subjetivo em Portugal e no Brasil), medido através da Escala MacArthur, o estado de saúde mental (pontuação no Mental Health Inventory-5) e a satisfação no trabalho (geral, intrínseca e extrínseca). A amostra (N=105) constituiu-se, maioritariamente, por mulheres (84,8%), trabalhadores de apoio direto e vendedores (31,4%) e apresentou uma média de idades de 32,68 anos. O estado de saúde mental e satisfação no trabalho foram comparados de acordo com três níveis de MSS: os que mantiveram estatuto social subjetivo igual, ascendente e descendente. Um total de 61,9% dos participantes perceberam MSS descendente. Ainda que sem diferenças estatisticamente significativas, participantes com MSS ascendente apresentaram piores resultados de saúde mental (M = 36,48; Desvio-Padrão=12,91), por comparação com os que mantiveram o estatuto social subjetivo igual (M = 44,94; DP = 12,87) e descendente (M = 40,82; DP = 15,48). A satisfação no trabalho associou-se significativamente a melhor saúde mental no modelo de regressão linear múltipla (β = 0,319; p <0,001). Estes resultados sugerem que a comunidade brasileira residente em Portugal apresenta um estado de saúde mental pobre e evidenciam a importância da satisfação no trabalho no contexto migratório. Estes fatores são relevantes para futuras investigações e fornecem pistas para a prática da psicologia clínica em Portugal, junto destas comunidades.
Autores principais:Gonçalves, Mariana Ribeiro
Assunto:Comunidade brasileira Saúde mental Mobilidade social subjetiva Satisfação no trabalho Subjective social mobility Mental health Job satisfaction Brazilian community
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade Católica Portuguesa
Idioma:português
Origem:Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Descrição
Resumo:A saúde mental da comunidade brasileira em Portugal é influenciada por fatores como o estatuto social percebido e a satisfação no trabalho. Neste sentido, este estudo pretendeu compreender a associação entre a mobilidade social subjetiva (MSS), a satisfação no trabalho e a saúde mental nesta população. Entre janeiro e maio de 2025, foi divulgado um questionário online através de redes sociais, e-mail, um call-center e uma Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI). Recolheram-se dados sociodemográficos, a MSS (diferença entre o estatuto social subjetivo em Portugal e no Brasil), medido através da Escala MacArthur, o estado de saúde mental (pontuação no Mental Health Inventory-5) e a satisfação no trabalho (geral, intrínseca e extrínseca). A amostra (N=105) constituiu-se, maioritariamente, por mulheres (84,8%), trabalhadores de apoio direto e vendedores (31,4%) e apresentou uma média de idades de 32,68 anos. O estado de saúde mental e satisfação no trabalho foram comparados de acordo com três níveis de MSS: os que mantiveram estatuto social subjetivo igual, ascendente e descendente. Um total de 61,9% dos participantes perceberam MSS descendente. Ainda que sem diferenças estatisticamente significativas, participantes com MSS ascendente apresentaram piores resultados de saúde mental (M = 36,48; Desvio-Padrão=12,91), por comparação com os que mantiveram o estatuto social subjetivo igual (M = 44,94; DP = 12,87) e descendente (M = 40,82; DP = 15,48). A satisfação no trabalho associou-se significativamente a melhor saúde mental no modelo de regressão linear múltipla (β = 0,319; p <0,001). Estes resultados sugerem que a comunidade brasileira residente em Portugal apresenta um estado de saúde mental pobre e evidenciam a importância da satisfação no trabalho no contexto migratório. Estes fatores são relevantes para futuras investigações e fornecem pistas para a prática da psicologia clínica em Portugal, junto destas comunidades.