Publicação
Determinantes da estrutura de capital das PME’s : o impacto da Troika em Portugal
| Resumo: | A estrutura de capital das empresas tem sido um tópico bastante discutido e abordado entre as finanças empresariais, desde os anos 50. Foi debatido, em primeira instância, pela visão tradicional de David Durand (1952), mas foi a partir do artigo de Modigliani & Miller, em 1958, que se desenvolveram as principais teorias sobre esta matéria, entre os quais se destacam a teorias trade-off, a teoria dos custos de agência e a teoria pecking order. Os autores debatem primordialmente sobre a potencial existência de uma estrutura de capital ótima; no entanto, quando estas teorias são aplicadas nos modelos de gestão das empresas, esta relação de otimização não se verifica, dado que as empresas não têm caraterísticas homogéneas e não é possível uniformizar um modelo que abranja todas as especifidades. Tendo como suporte os modelos e teorias explicativas sobre estrutura de capital, este estudo procura analisar se os determinantes da estrutura de capital das PME’s portuguesas sofreram alterações com a conjuntura económica, com especial foco na comparação do período da Troika em Portugal com o que se verifica nos últimos anos. O modelo proposto de determinantes de estrutura de capital foi estimado com base numa amostra de dados em painel, não balanceada, durante os anos de 2011 a 2018. Pelos resultados obtidos, comprova-se que os níveis dos determinantes da estrutura de capital apresentam relações diferentes com o endividamento, pelo que é possível inferir que a crise económica teve impacto sobre as decisões de financiamento por parte dos gestores. No entanto, as variáveis estimadas estão em conformidade com o proposto pelos principais modelos de estrutura de capital. |
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| Autores principais: | Teixeira, Juliana Sousa |
| Assunto: | Estrutura de capital Endividamento Determinantes da estrutura de capital Pequenas e médias empresas Troika Capital structure Debt Determinants of capital structure Small and medium enterprises |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Católica Portuguesa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa |
| Resumo: | A estrutura de capital das empresas tem sido um tópico bastante discutido e abordado entre as finanças empresariais, desde os anos 50. Foi debatido, em primeira instância, pela visão tradicional de David Durand (1952), mas foi a partir do artigo de Modigliani & Miller, em 1958, que se desenvolveram as principais teorias sobre esta matéria, entre os quais se destacam a teorias trade-off, a teoria dos custos de agência e a teoria pecking order. Os autores debatem primordialmente sobre a potencial existência de uma estrutura de capital ótima; no entanto, quando estas teorias são aplicadas nos modelos de gestão das empresas, esta relação de otimização não se verifica, dado que as empresas não têm caraterísticas homogéneas e não é possível uniformizar um modelo que abranja todas as especifidades. Tendo como suporte os modelos e teorias explicativas sobre estrutura de capital, este estudo procura analisar se os determinantes da estrutura de capital das PME’s portuguesas sofreram alterações com a conjuntura económica, com especial foco na comparação do período da Troika em Portugal com o que se verifica nos últimos anos. O modelo proposto de determinantes de estrutura de capital foi estimado com base numa amostra de dados em painel, não balanceada, durante os anos de 2011 a 2018. Pelos resultados obtidos, comprova-se que os níveis dos determinantes da estrutura de capital apresentam relações diferentes com o endividamento, pelo que é possível inferir que a crise económica teve impacto sobre as decisões de financiamento por parte dos gestores. No entanto, as variáveis estimadas estão em conformidade com o proposto pelos principais modelos de estrutura de capital. |
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