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Estudo comparativo da saúde oral e qualidade de vida em populações adultas com e sem deficiência intelectual

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A saúde oral é elemento fundamental para o estado geral da saúde e bemestar do ser humano. No entanto, os indivíduos portadores de deficiência intelectual, devido às suas limitações apresentam uma maior probabilidade em apresentar problemas orais. Objetivos: O presente estudo visa comparar a saúde oral de uma população adulta com deficiência intelectual com uma sem deficiência intelectual e analisar de que forma a saúde oral afeta a qualidade de vida dos indivíduos. Materiais e Métodos: Foi efetuado um estudo observacional descritivo transversal a uma amostra de 240 indivíduos com idades compreendidas entre os 18-61 anos, realizado através do questionário sociodemográfico e de saúde oral, inquérito OHIP-14 e exame clínico orientado pelo COHI, COCNI e COPI. Resultados: No exame intraoral, foi possível verificar que mais de metade da população apresentava problemas orais com impacto severo na saúde e 85% elevada necessidade de educação e prevenção em saúde oral. Relativamente ao impacto da saúde oral na qualidade de vida, as dimensões com mais impacto são: “2.dor física” e “3.desconforto psicológico”. O uso de prótese, os problemas orais e a necessidade de cuidados também apresentam impacto na qualidade de vida. Os hábitos de higiene oral da população portadora de deficiência intelectual são muito inferiores aos verificados na população sem deficiência intelectual, apresentando consequentemente, os indivíduos portadores de deficiência intelectual uma pior saúde oral. Conclusão: Tendo em conta a elevada prevalência de problemas a nível da cavidade oral observada no estudo, assim como o seu forte impacto na qualidade de vida, o incentivo à prática de uma correta higiene oral, assim como a consciencialização da importância da saúde oral tornam-se de extrema importância. Por outro lado, como na população portadora de deficiência os problemas de saúde oral apresentam uma maior prevalência, a formação específica dos profissionais de saúde para esta população, o desempenho correto do papel do cuidador e a implementação de programas públicos de saúde oral é essencial para melhorar significativamente os baixos níveis de saúde oral e qualidade de vida destes pacientes.
Autores principais:Martins, Inês Raquel de Almeida
Assunto:Saúde oral Qualidade de vida Deficiência intelectual OHIP-14 Oral health Quality of life Intellectual disability
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Católica Portuguesa
Idioma:português
Origem:Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Descrição
Resumo:Introdução: A saúde oral é elemento fundamental para o estado geral da saúde e bemestar do ser humano. No entanto, os indivíduos portadores de deficiência intelectual, devido às suas limitações apresentam uma maior probabilidade em apresentar problemas orais. Objetivos: O presente estudo visa comparar a saúde oral de uma população adulta com deficiência intelectual com uma sem deficiência intelectual e analisar de que forma a saúde oral afeta a qualidade de vida dos indivíduos. Materiais e Métodos: Foi efetuado um estudo observacional descritivo transversal a uma amostra de 240 indivíduos com idades compreendidas entre os 18-61 anos, realizado através do questionário sociodemográfico e de saúde oral, inquérito OHIP-14 e exame clínico orientado pelo COHI, COCNI e COPI. Resultados: No exame intraoral, foi possível verificar que mais de metade da população apresentava problemas orais com impacto severo na saúde e 85% elevada necessidade de educação e prevenção em saúde oral. Relativamente ao impacto da saúde oral na qualidade de vida, as dimensões com mais impacto são: “2.dor física” e “3.desconforto psicológico”. O uso de prótese, os problemas orais e a necessidade de cuidados também apresentam impacto na qualidade de vida. Os hábitos de higiene oral da população portadora de deficiência intelectual são muito inferiores aos verificados na população sem deficiência intelectual, apresentando consequentemente, os indivíduos portadores de deficiência intelectual uma pior saúde oral. Conclusão: Tendo em conta a elevada prevalência de problemas a nível da cavidade oral observada no estudo, assim como o seu forte impacto na qualidade de vida, o incentivo à prática de uma correta higiene oral, assim como a consciencialização da importância da saúde oral tornam-se de extrema importância. Por outro lado, como na população portadora de deficiência os problemas de saúde oral apresentam uma maior prevalência, a formação específica dos profissionais de saúde para esta população, o desempenho correto do papel do cuidador e a implementação de programas públicos de saúde oral é essencial para melhorar significativamente os baixos níveis de saúde oral e qualidade de vida destes pacientes.