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Avaliação funcional da pessoa com demência através do inventário de avaliação funcional do adulto e do idoso (IAFAI) : comparação entre o relato do cuidador e a observação direta

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: a avaliação funcional é particularmente relevante no contexto das demências, sendo um dos critérios a considerar no diagnóstico clínico e intervenção terapêutica. Apesar de os clínicos dependerem significativamente do cuidador informal sobre o estado da pessoa com demência, tem-se confirmado a existência de vieses no relato do cuidador. A natureza e direção da disparidade entre o desempenho da pessoa com demência e o relato do cuidador não estão ainda bem definidas, carecendo de mais investigação. Metodologia: através de um estudo quantitativo do tipo observacional comparativo e correlacional, avaliou-se a capacidade funcional de 32 pessoas com demência (fase moderada/avançada), através de dois métodos de aplicação do IAFAI: (1) relato dos respetivos 32 cuidadores; (2) observação direta (realizada por uma terapeuta ocupacional). Os resultados do relato do cuidador foram comparados com os resultados da observação direta, investigando-se a existência de uma possível discrepância entre ambos. Através de regressões lineares múltiplas investigou-se se características do cuidador e/ou da pessoa com demência estariam associadas à (possível) discrepância entre resultados. Resultados e Conclusões: os resultados revelaram que os cuidadores tendem a atribuir níveis superiores de incapacidade funcional comparativamente com os resultados da observação direta do técnico. Características do cuidador (sintomatologia depressiva, habilitações literárias e qualidade de vida ao nível do ambiente) surgiram associadas a esta discrepância. O sexo e a deterioração cognitiva da pessoa com demência não revelaram tal associação. Alerta-se assim para a necessidade de o clínico ponderar a existência de fatores que podem influenciar negativamente a perceção do cuidador em relação à capacidade funcional do familiar com demência (fase moderada/avançada), arriscando compromisso da avaliação funcional.
Autores principais:Pimentel, Elena da Conceição
Assunto:Demência Avaliação funcional Cuidador informal Observação direta do desempenho funcional Dementia Functional assessment Informal caregiver Direct observation of functional performance
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade Católica Portuguesa
Idioma:português
Origem:Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Descrição
Resumo:Introdução: a avaliação funcional é particularmente relevante no contexto das demências, sendo um dos critérios a considerar no diagnóstico clínico e intervenção terapêutica. Apesar de os clínicos dependerem significativamente do cuidador informal sobre o estado da pessoa com demência, tem-se confirmado a existência de vieses no relato do cuidador. A natureza e direção da disparidade entre o desempenho da pessoa com demência e o relato do cuidador não estão ainda bem definidas, carecendo de mais investigação. Metodologia: através de um estudo quantitativo do tipo observacional comparativo e correlacional, avaliou-se a capacidade funcional de 32 pessoas com demência (fase moderada/avançada), através de dois métodos de aplicação do IAFAI: (1) relato dos respetivos 32 cuidadores; (2) observação direta (realizada por uma terapeuta ocupacional). Os resultados do relato do cuidador foram comparados com os resultados da observação direta, investigando-se a existência de uma possível discrepância entre ambos. Através de regressões lineares múltiplas investigou-se se características do cuidador e/ou da pessoa com demência estariam associadas à (possível) discrepância entre resultados. Resultados e Conclusões: os resultados revelaram que os cuidadores tendem a atribuir níveis superiores de incapacidade funcional comparativamente com os resultados da observação direta do técnico. Características do cuidador (sintomatologia depressiva, habilitações literárias e qualidade de vida ao nível do ambiente) surgiram associadas a esta discrepância. O sexo e a deterioração cognitiva da pessoa com demência não revelaram tal associação. Alerta-se assim para a necessidade de o clínico ponderar a existência de fatores que podem influenciar negativamente a perceção do cuidador em relação à capacidade funcional do familiar com demência (fase moderada/avançada), arriscando compromisso da avaliação funcional.