Publicação
O impacto da hipoterapia em crianças com Síndrome de Angelman : estudo de caso
| Resumo: | A generalização do direito à educação institui uma das mais expressivas conquistas resultantes da modernização das sociedades, conferindo liberdade de aprender a todas as crianças com ou sem deficiência, assim como, o direito à sua construção pessoal e social, ou seja à sua real inclusão. O presente estudo, focaliza-se na Síndrome de Angelman, uma doença rara de base genética que se revela num distúrbio neurológico que causa atraso mental grave, alterações do comportamento, demora no desenvolvimento psicomotor, ausência de fala e deficit de atenção. Quisemos verificar a influência da intervenção terapêutica – hipoterapia – na recuperação ao nível psicomotor, tendo em conta o vínculo afetivo entre criançacavalo. Nesta técnica, hipoterapia, utiliza-se o passo do cavalo, movimento tridimensional, com fins terapêuticos de forma a que os estímulos produzidos em todo o corpo do cavaleiro proporcionem melhorias em termos neuro-musculares e sensoriais. O participante deste estudo é uma criança de 8 anos de idade, do sexo masculino, que apresenta diagnóstico de Síndrome de Angelman. Participaram também a mãe da criança, a psicóloga e fisioterapeuta da Associação Equiterapêutica do Porto e Matosinhos. Através da exploração do paradigma metodológico qualitativo, foi feita previamente uma análise documental (e.g., PEI, ficha de grupo e ficha individual) e configuradas entrevistas direcionadas à mãe da criança, à psicóloga e fisioterapeuta. Foram ainda realizadas seis sessões de observação direta não-participante, relativas às sessões de hipoterapia. Os resultados obtidos neste estudo são indicadores probabilísticos da importância da hipoterapia, contribuindo de forma satisfatória para um melhor desenvolvimento psicomotor (i.e. equilíbrio e ajuste corporal, auto-estima e estabilidade emocional). Ponderamos equitativamente, a hipótese da relação que se estabelece entre criança-cavalo, o vínculo afetivo, estar fortemente associada a esta evolução desenvolvimental. Reiteramos a importância do investimento nesta terapia e na articulação entre os diferentes agentes educativos para uma intervenção mais eficaz e frutífera. |
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| Autores principais: | Freitas, Paula Cristina Fernandes de |
| Assunto: | Síndrome de Angelman Hipoterapia Vínculo afetivo Angelman Syndrome Hippotherapy Affective bond |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Católica Portuguesa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa |
| Resumo: | A generalização do direito à educação institui uma das mais expressivas conquistas resultantes da modernização das sociedades, conferindo liberdade de aprender a todas as crianças com ou sem deficiência, assim como, o direito à sua construção pessoal e social, ou seja à sua real inclusão. O presente estudo, focaliza-se na Síndrome de Angelman, uma doença rara de base genética que se revela num distúrbio neurológico que causa atraso mental grave, alterações do comportamento, demora no desenvolvimento psicomotor, ausência de fala e deficit de atenção. Quisemos verificar a influência da intervenção terapêutica – hipoterapia – na recuperação ao nível psicomotor, tendo em conta o vínculo afetivo entre criançacavalo. Nesta técnica, hipoterapia, utiliza-se o passo do cavalo, movimento tridimensional, com fins terapêuticos de forma a que os estímulos produzidos em todo o corpo do cavaleiro proporcionem melhorias em termos neuro-musculares e sensoriais. O participante deste estudo é uma criança de 8 anos de idade, do sexo masculino, que apresenta diagnóstico de Síndrome de Angelman. Participaram também a mãe da criança, a psicóloga e fisioterapeuta da Associação Equiterapêutica do Porto e Matosinhos. Através da exploração do paradigma metodológico qualitativo, foi feita previamente uma análise documental (e.g., PEI, ficha de grupo e ficha individual) e configuradas entrevistas direcionadas à mãe da criança, à psicóloga e fisioterapeuta. Foram ainda realizadas seis sessões de observação direta não-participante, relativas às sessões de hipoterapia. Os resultados obtidos neste estudo são indicadores probabilísticos da importância da hipoterapia, contribuindo de forma satisfatória para um melhor desenvolvimento psicomotor (i.e. equilíbrio e ajuste corporal, auto-estima e estabilidade emocional). Ponderamos equitativamente, a hipótese da relação que se estabelece entre criança-cavalo, o vínculo afetivo, estar fortemente associada a esta evolução desenvolvimental. Reiteramos a importância do investimento nesta terapia e na articulação entre os diferentes agentes educativos para uma intervenção mais eficaz e frutífera. |
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