Publicação

Prevalência de distúrbios temporomandibulares e identificação de biomarcadores salivares

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: Distúrbio temporomandibular (DTM) representa um conjunto de condições clínicas que afetam a articulação temporomandibular (ATM), os músculos mastigatórios e estruturas associadas, sendo uma das principais causas de dor orofacial. A sua natureza multifatorial, associada a fatores anatómicos, psicológicos e inflamatórios, dificulta o diagnóstico e requer abordagens multidimensionais. Objetivo: A presente investigação teve como objetivo principal avaliar a prevalência de DTM numa amostra clínica e refletir, com base na literatura científica, sobre o potencial dos biomarcadores salivares como ferramenta complementar no diagnóstico e monitorização da patologia e recolher saliva para futura análise molecular. Materiais e métodos: Foi realizado um estudo transversal observacional com 42 pacientes na Clínica Dentária Universitária de Viseu, avaliado por meio do Questionário Anamnésico de Fonseca. Resultados: Os resultados revelaram uma prevalência global de DTM de (73,8%), sendo 42,9% dos casos classificados como DTM leve e 31% como moderada ou severa. Sintomas como ruídos articulares (50%), hábitos parafuncionais (45,2%) e tensão emocional (57,1%) destacaram-se como marcadores clínicos relevantes. A análise estatística não revelou associações significativas entre a severidade dos DTM e variáveis como género, idade ou IMC, embora se tenham observado tendências consistentes com a literatura. Complementarmente esta dissertação discute o papel emergente dos biomarcadores salivares na identificação precoce de DTM. Estudos recentes demonstram alterações nos níveis de interleucinas (IL-6, IL-8), metaloproteinases (MMP-2), cortisol e compostos metabólicos específicos na saliva de pacientes com DTM, refletindo processos inflamatórios, oxidativos e neuroendócrinos associados à patologia. A saliva destaca-se, assim, como um fluido biológico promissor, não invasivo e de fácil recolha, com potencial para apoiar o diagnóstico e personalizar estratégias terapêuticas. Conclusão: Esta investigação confirma a elevada prevalência de DTM em contexto clínico e sublinha a importância de integrar métodos clínicos e moleculares no seu diagnóstico e acompanhamento.
Autores principais:Pereira, Maria Inês Cruz
Assunto:Distúrbios temporomandibulares Biomarcadores salivares Prevalência Diagnóstico não-invasivo Temporomandibular disorders Salivary biomarkers Prevalence Non-invasive diagnosis
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade Católica Portuguesa
Idioma:português
Origem:Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Descrição
Resumo:Introdução: Distúrbio temporomandibular (DTM) representa um conjunto de condições clínicas que afetam a articulação temporomandibular (ATM), os músculos mastigatórios e estruturas associadas, sendo uma das principais causas de dor orofacial. A sua natureza multifatorial, associada a fatores anatómicos, psicológicos e inflamatórios, dificulta o diagnóstico e requer abordagens multidimensionais. Objetivo: A presente investigação teve como objetivo principal avaliar a prevalência de DTM numa amostra clínica e refletir, com base na literatura científica, sobre o potencial dos biomarcadores salivares como ferramenta complementar no diagnóstico e monitorização da patologia e recolher saliva para futura análise molecular. Materiais e métodos: Foi realizado um estudo transversal observacional com 42 pacientes na Clínica Dentária Universitária de Viseu, avaliado por meio do Questionário Anamnésico de Fonseca. Resultados: Os resultados revelaram uma prevalência global de DTM de (73,8%), sendo 42,9% dos casos classificados como DTM leve e 31% como moderada ou severa. Sintomas como ruídos articulares (50%), hábitos parafuncionais (45,2%) e tensão emocional (57,1%) destacaram-se como marcadores clínicos relevantes. A análise estatística não revelou associações significativas entre a severidade dos DTM e variáveis como género, idade ou IMC, embora se tenham observado tendências consistentes com a literatura. Complementarmente esta dissertação discute o papel emergente dos biomarcadores salivares na identificação precoce de DTM. Estudos recentes demonstram alterações nos níveis de interleucinas (IL-6, IL-8), metaloproteinases (MMP-2), cortisol e compostos metabólicos específicos na saliva de pacientes com DTM, refletindo processos inflamatórios, oxidativos e neuroendócrinos associados à patologia. A saliva destaca-se, assim, como um fluido biológico promissor, não invasivo e de fácil recolha, com potencial para apoiar o diagnóstico e personalizar estratégias terapêuticas. Conclusão: Esta investigação confirma a elevada prevalência de DTM em contexto clínico e sublinha a importância de integrar métodos clínicos e moleculares no seu diagnóstico e acompanhamento.