Autor(es): Silva, Inês ; Pinho, Cláudia ; Correia, Patrícia
Data: 2026
Origem: Proceedings of Research and Practice in Allied and Environmental Health
Assunto(s): Arbutin derivatives; Cytotoxicity; Cancer cell lines
Autor(es): Silva, Inês ; Pinho, Cláudia ; Correia, Patrícia
Data: 2026
Origem: Proceedings of Research and Practice in Allied and Environmental Health
Assunto(s): Arbutin derivatives; Cytotoxicity; Cancer cell lines
Enquadramento: A arbutina, de fórmula molecular, C12H16O7, é um glicosídeo derivado da hidroquinona e pode ser encontrado nas folhas de plantas das famílias Ericaceae, Asteraceae, Proteaceae e Rosaceae [1]. Tradicionalmente, a arbutina está associada ao tratamento de infeções urinárias e à cicatrização de feridas, devido às suas propriedades antimicrobianas, antioxidantes e anti-inflamatórias [1,2]. Nos últimos anos, estudos têm sido desenvolvidos de forma a identificar novos derivados da arbutina, devido ao seu potencial terapêutico. Objetivo: Identificar os derivados da arbutina com atividade citotóxica, a sua origem e discutir esta atividade em estudos in vitro e in vivo. Métodos: Revisão clássica de literatura, utilizando isoladamente e, em associação, as palavras-chave “arbutin derivatives”, “cytotoxicity” e “cancer cell lines” nas bases de dados científicas PubMed, Science Direct e SciELO. Não foi considerada nenhuma limitação temporal, e foram analisados artigos redigidos em inglês e português. Resultados: Verificou-se que existem mais de 100 derivados naturais da arbutina com estruturas químicas variadas e diversos isómeros [3]. Os derivados da arbutina apresentam diversas atividades biológicas, sendo a citotóxica uma das mais predominantes. Para a atividade citotóxica encontraram-se 10 derivados da arbutina, como por exemplo, os derivados 4’-O-[(E)-p-coumaroyl] arbutina, 4’-O-[(E)-caffeoyl] arbutina e 4’-O-[(E)-feruloyl] arbutina, isolados a partir de Casearia multinervosa, e que demonstraram atividade citotóxica contra células linfáticas de um modelo animal em estudos in vitro [3]. Já o derivado 2’-[(E)-2’’, 5’’-dihydroxycinnamoyl] arbutina, isolado das folhas de Heliciopsis lobata, inibiu a proliferação de células cancerígenas gástricas (MGC-803) em 43%, a 20 µg/mL [4]. Conclusão: Os estudos publicados demonstram que diversos derivados da arbutina têm atividade citotóxica, podendo ser uma alternativa promissora para o tratamento de doenças, como o cancro. Contudo, devem ser realizados mais estudos in vivo de forma a assegurar a sua segurança e eficácia.