Autor(es):
Coelho, Andreia ; Lobo, Miguel ; Nogueira, Clara ; Campos, Jacinta ; Augusto, Rita ; Coelho, Nuno ; Semiao, Ana Carolina ; Ribeiro, João Pedro ; Canedo, Alexandra
Data: 2019
Origem: Angiologia e Cirurgia Vascular
Assunto(s): Carotid stenosis [MeSH Terms]; Carotid Artery Diseases [MeSH Terms]; Stents [MeSH Terms]; Carotid Artery Thrombosis [MeSH Terms]; Estenose carotídea; Doença carotídea; Stents; Trombose carotídea
Descrição
Introduction: Acute carotid stent thrombosis (ACST), defined according to the Academic Research Consortium as occurring in the first 24 hours after the procedure, is described as an exceedingly rare complication of CAS but it can lead to catastrophic neurologic consequences. The European Society for Vascular Surgery updated guidelines state thrombolysis and intravenous abciximab may be effective, but provide no specific recommendations. Given the lack of data concerning the optimal management, the purpose of this review was to evaluate the current literature and report on ACST aetiology and management strategies. Methods: Literature review was performed in the MEDLINE database. Results: No data on ACST is evident in large randomized controlled trials. ACST incidence rate ranges from 0.5-0.8%, reaching as high as 33% in acute-setting. Considering aetiology, it can be subdivided into 2 main groups: systemic causes and technical complications. In the first antiplatelet non-compliance/resistance were the most reported while in the latter carotid artery dissection and plaque protrusion were the most common causes. Also, dual layer stents were associated with greater risk for ACST There are three main approaches for ACST: pharmacologic, endovascular and surgical. Pharmacologic management included anticoagulation, thrombolysis and facilitated thrombolysis. A role for thrombolysis and facilitated thrombolysis is still to be determined. Endovascular treatment was the most common approach to intraprocedural ACST: mechanical thrombectomy with or without concomitant facilitated thrombolysis. Surgical options included carotid endarterectomy with stent explantation which was a bail-out after failed endovascular treatment with excellent recanalization rates. In asymptomatic ACST conservative management with anticoagulation was unanimous. Discussion: As a conclusion, ACST is probably an underestimated clinical entity associated with multiple risk factors. Decision on the best approach depends if ACST occurs intraprocedural or afterwards, on the development of neurologic status deterioration and on centre´s experience. Additional studies must be undertaken to better define optimal management.
Introdução: A trombose aguda de stentcarotídeo (ACST), que se define de acordo com o Academic Research Consortium como o evento que ocorre nas primeiras 24 horas após o procedimento, é descrita como uma complicação rara de stenting carotídeo mas tem consequências potencialmente catstróficas. AEuropean Society for Vascular Surgery atualizou as suas guidelinesconcluindo que trombólise e o abciximab poderão ser eficazes, mas não fornece recomendações terapêuticas específicas. O objetivo desta revisão foi assim sumariar a evidência existente relativa a etiologia e abordagem de ACST. Métodos: Uma revisão de literatura foi realizada usando a base de dados MEDLINE. Resultados: Não são reportados dados relativos a taxa de incidência de ACST nos grandes ensaios clínicos randomizados publicados. Em cohorts publicadas, a taxa de incidência varia entre 0,5 a 0,8% na maioria dos estudos, mas pode atingir os 33% em contexto agudo pós-acidente vascular cerebral (AVC). Considerando a etiologia, podemos subdividir em 2 categorias principais: causas sistémicas e complicações técnicas. No primeiro caso, a não adesão / resistência aos antiagregantes plaquetários foram as causas mais reportadas, enquanto que nas complicações técnicas inclui-se a dissecção da artéria carótida e a protrusão da placa. De salientar também que dual layer stentsforam associados a maior risco de ACST. Existem três abordagens principais para o ACST: farmacológica, endovascular e cirúrgica. A abordagem farmacológica inclui a hipocoagulação, a trombólise e a trombólise facilitada, apesar de o papel das 2 últimas continuar por esclarecer. O tratamento endovascular foi a abordagem mais comum para ACST intraprocedimento: trombectomia mecânica com ou sem trombólise facilitada concomitante. As opções cirúrgicas incluíram endarterectomia carotídea com explantação dostent, que foi também o bail-outapós mau resultado com tratamento endovascular, atingindo excelentes taxas de recanalização. Nos casos de ACST assintomáticos, o tratamento conservador com hipocoagulação foi unânime. Discussão: Como conclusão, o ACST é provavelmente uma entidade clínica subestimada associada a múltiplos fatores de risco. A decisão relativa à melhor abordagem deve depender se o ACST ocorre intraprocedimento ou não, da constatação ou não de deterioração do estado neurológico e na experiência do centro. Estudos adicionais devem ser realizados para melhor definir a abordagem ideal.