Autor(es): Kady Rocha, Diara ; Cruz de Matos, Olívia ; Moiteiro, Cristina ; Data Cabral, Marilene ; Novo, Maria Teresa
Data: 2018
Origem: Anais do Instituto de Higiene e Medicina Tropical
Autor(es): Kady Rocha, Diara ; Cruz de Matos, Olívia ; Moiteiro, Cristina ; Data Cabral, Marilene ; Novo, Maria Teresa
Data: 2018
Origem: Anais do Instituto de Higiene e Medicina Tropical
For millennia plants and their therapeutic qualities have been used by civilizations to prevent and fight against diseases. The progressive increase of resistance in target insects lead to restrictions on the application of chemical insecticides and/or on increases the search on the use of new synthetic compounds. The reduced number of safe compounds marketed new natural compounds more effective against targets and environmentally harmless. Market requirement, and international legislation pressure, makes imperative to look for such new products. Natural plant products re-emerge as promising sources of biologically active compounds to the control of mosquito vector species. Since its synthesis is often associated to natural plant defense mechanisms against pests, plant-derived compounds generally exhibit greater specificity to target organisms, are in general biodegradable and present less environmental risks. The present study aims to develop new safe measures to control vectors through the evaluation of the biocidal properties of tropical and Mediterranean medicinal plants (Sambucus nigra, Melia azedarach, Azadirachta indica, Foeniculum vulgare and Mentha pulegium), and on their usefulness to control mosquitoes that are vectors of pathogens of diseases such as malaria and arboviruses, namely, Anopheles arabiensis and Aedes aegypti in Cape Verde.
Há milénios que as civilizações têm recorrido às plantas e suas virtudes terapêuticas para prevenir e combater doenças. O progressivo aumento de resistências dos insetos vetores de parasitoses e arboviroses conduziu a restrições na aplicação de inseticidas químicos e/ou à introdução de novos compostos sintéticos. Devido à redução de compostos disponíveis, assiste-se a um aumento da procura de produtos de origem natural, eficazes e mais inócuos para o ambiente. A exigência do mercado e a pressão legislativa internacional tornam imperativa a pesquisa de novos produtos, promovendo o desenvolvimento de alternativas mais seguras. Os produtos naturais de origem vegetal ressurgem como fonte de compostos biologicamente ativos para controlo de vetores. Estando a sua síntese frequentemente associada a mecanismos de defesa das plantas contra inimigos naturais, os compostos delas derivados apresentam, potencialmente, maior especificidade para os organismos- -alvo, são geralmente biodegradáveis e comportam menos riscos ambientais. O presente estudo consistiu na avaliação das propriedades biocidas de plantas medicinais tropicais e mediterrânicas, (Sambucus nigra, Melia azedarach, Azadirachta indica, Foeniculum vulgare e Mentha pulegium), e da sua utilidade no controlo dos culicídeos vetores de agentes patogénicos da malária e arboviroses, nomeadamente, Anopheles arabiensis e Aedes aegypti, em Cabo Verde.