Author(s): dos Santos, António J. ; Ferreira, Debora ; Ribeiro, Olívia ; Freitas, Miguel ; Correia, João V. ; Rubin, Kenneth
Date: 2014
Origin: Análise Psicológica
Subject(s): Retraimento social; solidão; adolescência
Author(s): dos Santos, António J. ; Ferreira, Debora ; Ribeiro, Olívia ; Freitas, Miguel ; Correia, João V. ; Rubin, Kenneth
Date: 2014
Origin: Análise Psicológica
Subject(s): Retraimento social; solidão; adolescência
Os estudos mostram a importância das relações de pares para um desenvolvimento saudável e harmonioso, principalmente no período da adolescência. Como tal, a problemática do isolamento social torna-se num domínio com redobrado interesse durante esta fase da vida dos jovens. São vários os estudos que associam o retraimento social de crianças e adolescentes a consequências ligadas a perturbações internalizadas, como por exemplo, a solidão. O presente estudo teve como objectivo verificar os sentimentos de solidão expressos por adolescentes isolados-retraídos e isolados-agressivos. Conjuntamente, também se pretendeu verificar se existiam e como se manifestavam as diferenças em função do sexo relativamente a esse sentimento quer para os adolescentes isolados-retraídos, quer para os isolados-agressivos. Participaram neste estudo 900 jovens adolescentes (446 do sexo feminino), com idades compreendidas entre os 12 e 15 anos, provenientes de duas escolas da região da grande Lisboa. Os instrumentos de recolha de dados utilizados foram o ECP (Extended Class Play) e RPQ (Relational Provision Loneliness Questionnaire). A analise multivariada das dimensões do RPQ em função do Grupo (controle, isolados-retraídos e isolados-agressivos) e Sexo revelou efeitos principais multivariados para ambos os factores. Estes resultados evidenciaram um menor nível de Integração com os Pares nos adolescentes isolados-retraídos, comparativamente com os do grupo de controlo. Relativamente a Intimidade com os Pares verificou-se que os jovens isolados-retraídos apresentam níveis significativamente inferiores de intimidade por comparação com os do grupo de controlo. Considerando as diferenças em função do sexo, verificou-se que as raparigas se consideram significativamente mais intimas com os seus pares do que os rapazes.