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Vulvar Diseases that Required a Biopsy: A Retrospective Study

Author(s): Bouceiro-Mendes, Rita ; Mendonça-Sanches, M. ; Soares-de-Almeida, Luís ; Correia-Fonseca, Isabel ; Borges-da-Costa, João

Date: 2021

Origin: Revista da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia

Subject(s): Biopsy; Vulvar Diseases; Vulvar Lichen Sclerosus; Vulvar Neoplasms; Biopsia; Doenças da Vulva; Neoplasias da Vulva; Líquen Escleroso Vulvar


Description

Introduction: The vulvar area may be affected by many noninfectious conditions with similar clinical appearance, requiring a cutaneous biopsy. Our goal was to characterize the noninfectious vulvar diseases that required a biopsy in a southwestern Europe Central Hospital during a 10-year period. Methods: A retrospective study of all the noninfectious vulvar diseases with histological confirmation diagnosed in our institution was conducted between January 1, 2008 and December 31, 2017. Results: The sample included a total of 323 biopsies from 317 patients, aged between 11 and 98 years (mean age of 54.2 years). A total of 36 vulvar diseases was identified. Neoplastic conditions were the most frequently found, particularly melanotic macules (22.3%). The most frequent malignant tumor was vulvar intraepithelial neoplasia (6.2%) and squamous cell carcinoma (5.6%). The most common dermatosis was lichen sclerosus (12.7%). Conclusion: Neoplasms were the most frequently diagnosed conditions affecting the vulvar area that required a biopsy. Ruling out malignancy was also the main reason to perform a biopsy. This study highlights the variety of noninfectious diseases that may affect the vulva and require a biopsy. Since vulvar diseases may be serious and carry high levels of patient distress a correct understanding of these conditions is crucial.

Introdução: Diversas patologias não infeciosas podem afetar a vulva, por vezes necessitando de realização de biopsia cutânea. O objetivo deste trabalho foi caracterizar todas as patologias vulvares não infeciosas em que foi realizada biopsia cutânea, num Hospital Central, durante um período de 10 anos. Métodos: Foi realizado um estudo retrospetivo de todas as patologias vulvares não infeciosas com confirmação histológica na nossa instituição, entre 1 de janeiro de 2008 e 31 de dezembro de 2017. Resultados: A amostra incluiu 323 biópsias de 317 doentes, entre os 11 e os 98 anos (média de idades de 54,2 anos), tendo sido identificadas 36 patologias distintas. As patologias neoplásicas foram as mais frequentes, nomeadamente as máculas pigmentadas da vulva (22,3%). A neoplasia maligna mais diagnosticada foi a neoplasia intraepitelial da vulva (6,2%) e o carcinoma espinocelular (5,6%). Já a dermatose inflamatória mais frequente foi o líquen escleroso (12,7%). Conclusão: A maior parte das biopsias envolveu patologias neoplásicas sendo a exclusão de malignidade o principal motivador da sua realização. Este estudo evidencia a grande diversidade de patologias não infeciosas que podem afetar a vulva e que são fonte de sofrimento e angústia, o que torna o seu correto diagnóstico e orientação essenciais.

Document Type Journal article
Language English
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