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20 years managing malignant pleural mesothelioma: a review of our experience and the quest for the optimal prognostic marker

Author(s): Nunes Caldeira, João ; Rodrigues Sousa, Sofia ; Figueiredo, Ana Maria ; Pêgo, Alice ; Barata, Fernando

Date: 2024

Origin: THORAC (Thoracic Cancer Journal)

Subject(s): Mesothelioma; malignant; survival analysis; prognosis; Mesotelioma pleural maligno; sobrevida; prognóstico


Description

Introduction: Malignant pleural mesothelioma (MPM) is a rare, but aggressive incurable cancer. A variety of prognostic tools have been developed to guide clinicians and patients in the management of MPM regarding the most appropriate therapy and survival time. Objectives: To evaluate the usefulness of the Brims’ decision tree analysis, the EORTC prognostic score, the CALGB prognostic groups, the modified Glasgow Prognostic Score (mGPS), and the LENT prognostic score in our MPM patients. Methods: Local retrospective database analysis of patients with MPM diagnosed between 2000 and 2020. The different prognostic scores were applied and MPM group risks’ evolution was analyzed. Statistical analysis was performed with IBM® SPSS® Statistics 25. Results: A total of 67 patients were evaluated (55 males, 82.1%). Epithelioid MPM was the commonest histological type (51 patients, 76.1%). Median overall survival (OS) was 11 months (IQR 23) and median progression free-survival (PFS) was 7 months (IQR 12.5). Survival distributions were statistically significantly different for the Brims’ and the mGPS’ groups (respectively, χ2 = 7.188, p = .027, and χ2 = 6.46, p = .04). For EORTC, CALGB and LENT score, there were not statistically significant differences in survival distributions (respectively, χ2 =.57, p = .811; χ2 = 7.978, p = .157; and χ2 = 1.23, p = .267). Brims’ model and mGPS statistically significantly predicted OS (respectively, F(1,57) = 11.1, p < 0.01, and F(1,32) = 6.846, p = .01). EORTC, CALGB and LENT failed to statistically significantly predict OS (respectively, F(1,44) = .003, p = .955; F(1.43) = .722, p = 0.4; and F(1,14) = 1.193, p = .293). Conclusion: The small number of patients included and missing data for some parameters are limitations of our analysis. However, to our knowledge, this was the first study and the largest cohort to address MPM prognostic scores in our country. In our cohort, the Brims’ model and mGPS were useful in predicting survival. Both are simple tools with easily accessible parameters and should be considered for clinical practice.

Introdução: O mesotelioma pleural maligno (MPM) é um cancro raro, mas agressivo e sem cura. Têm sido desenvolvidas diversas ferramentas na tentativa de ajudar os clínicos e os doentes na abordagem do MPM, particularmente no que concerne à escolha da terapêutica apropriada e à sobrevida. Objetivos: Avaliar a utilidade da Brims’ decision tree, do EORTC prognostic score, do CALGB prognostic groups, do modified Glasgow Prognostic Score (mGPS), e do LENT prognostic score nos nossos doentes com MPM. Métodos: Foi conduzida uma análise retrospectiva de todos os doentes com MPM diagnosticados entre 2000 e 2020. Os diferentes scores de prognóstico foram aplicados, tendo-se avaliado a evolução da sobrevida em função dos diferentes grupos de risco para o MPM. Resultados: Foram avaliados um total de 67 doentes (55 homens, 82,1%). O MPM epitelióide foi o tipo histológico mais comum (51 doentes, 76,1%). A sobrevida global mediana (OS) foi de 11 meses (IQR 23) e a sobrevida livre de progressão mediana (PFS) foi de 7 meses (IQR 12,5). A sobrevida foi diferente de modo estatisticamente significativo entre os grupos do modelo de Brims e do mGPS (respetivamente, χ2 = 7.188, p = .027, and χ2 = 6.46, p = .04). Para os scores EORTC, CALGB e LENT, não existiram diferenças estatisticamente significativas na distribuição da sobrevida (respetivamente, χ2 =.57, p = .811; χ2 = 7.978, p = .157; e χ2 = 1.23, p = .267). O modelo de Brims e o mGPS previram a OS de modo estatisticamente significativo (respetivamente, F(1,57) = 11.1, p < 0.01, e F(1,32) = 6.846, p = .01). Os scores EORTC, CALGB e LENT não conseguiram prever de modo estatisticamente significativo a OS (respetivamente, F(1,44) = .003, p = .955; F(1.43) = .722, p = 0.4; e F(1,14) = 1.193, p = .293). Conclusão: O reduzido número de doentes e a inexistência de dados de alguns parâmetros são limitações da nossa análise. No entanto, do nosso conhecimento, este foi o primeiro estudo a abordar os diferentes scores de prognóstico do MPM no nosso país. Na nossa coorte, o modelo de Brims e o mGPS demonstraram-se úteis na previsão da sobrevida. Tratam-se de ferramentas simples, que incorporam parâmetros facilmente acessíveis, e que, por isso, sugere-se a sua consideração na a prática clínica.

Document Type Journal article
Language English
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