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A multicentric analysis of prognostic factors in malignant pleural mesothelioma

Author(s): Batista, Mafalda ; Barata, Juliana ; Costa-Martins, Sara ; Valente, Maria Jesus ; Oliveira Fernandes, Maria Gabriela ; Saleiro, Sandra ; Souto Moura, Madalena ; Souto Moura, Conceição ; Magalhães, Adriana ; Salete Valente, Maria

Date: 2024

Origin: THORAC (Thoracic Cancer Journal)

Subject(s): Malignant mesothelioma; pleural tumours; prognosis; survival analysis; asbestos; Mesotelioma maligno; neoplasias pleurais; prognóstico; análise de sobrevivência; asbestos


Description

Background: Malignant pleural mesothelioma is a rare entity with poor prognosis, linked to previous asbestos exposure. The main goal of this study was to analyse the impact of clinical factors on mesothelioma prognosis. Methods: Retrospective cohort study of patients with malignant pleural mesothelioma in three Portuguese institutions, from 1999 to 2020. Statistical analysis was performed with Kaplan–Meier method and Cox regression using IBM SPSS® v25. Results: 60 patients were included, with male predominance (70%) and a median age of 69 years old. At diagnosis, 61% had advanced TNM stage (TNM III-IV) and 18% had an ECOG-PS ≥ 2. Asbestos exposure was stated in 48%. Epithelioid mesothelioma was the most prevalent histological subtype (81%). The majority received first line chemotherapy, in 10% combined with surgery, and two patients received immunotherapy after progression. Median overall survival (OS) was 13 months and median progression free survival was 10 months. A lower OS was observed in patients with ECOG-PS ≥ 2, age ≥ 70 years, TNM stage III-IV, anaemia, and hypoalbuminemia. Applying the decision tree model proposed by Brims et al. in our population, a significant difference in median OS was observed between the risk groups. In a multivariate analysis using Cox regression, Brims risk group 4, older age and advanced TNM stage were identified as independent negative prognostic factors. Conclusion: Recognition of these prognostic factors at diagnosis and use of specific prognostic models can help guide malignant pleural mesothelioma management.

Introdução: O mesotelioma pleural maligno é uma entidade rara com mau prognóstico, associada à exposição prévia a asbestos. O objetivo principal deste estudo foi analisar o impacto dos fatores clínicos no prognóstico do mesotelioma. Métodos: Estudo retrospetivo de doentes com mesotelioma pleural maligno em três instituições portuguesas, de 1999 a 2020. A análise estatística foi realizada com o método de Kaplan-Meier e regressão de Cox com o software IBM SPSS® v25. Resultados: Foram incluídos 60 doentes, com predomínio do sexo masculino (70%) e idade mediana de 69 anos. Ao diagnóstico, 61% apresentavam estadio TNM avançado (TNM III-IV) e 18% tinham ECOG-PS ≥ 2. 48% tinha registo de exposição a asbestos. O subtipo histológico epitelióide foi o mais prevalente (81%). A maioria recebeu quimioterapia de primeira linha, em 10% combinada com cirurgia e dois doentes receberam imunoterapia. A sobrevida global mediana (SG) foi 13 meses e a sobrevida livre de progressão mediana foi 10 meses. A SG foi menor nos doentes com ECOG-PS ≥ 2, idade ≥ 70 anos, estadio TNM III-IV, anemia e hipoalbuminémia. Aplicando o modelo de árvore de decisão proposto por Brims et al. na nossa população, observou-se uma diferença significativa na SG entre os grupos de risco. Na análise multivariada, o grupo de risco 4, idade avançada e estadio TNM avançado foram identificados como fatores independentes de prognóstico negativo. Conclusão: O reconhecimento destes de fatores prognósticos no momento do diagnóstico e o uso de modelos prognósticos específicos podem orientar a abordagem do doente com mesotelioma pleural maligno.

Document Type Journal article
Language English
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