Author(s):
Spencer, Inês ; Cavaco, Maria ; Vilariça, Ana Sofia ; Antunes, Mariana ; Ferro, Filipa ; Lopes Machado, Andrea ; Hasmucrai, Direndra ; Alves, Paula
Date: 2025
Origin: Acta Médica Portuguesa
Subject(s): Carcinoma, Non-Small-Cell Lung/surgery; ErbB Receptors/genetics; Mutation; Neoplasm Staging; Carcinoma do Pulmão de Não-pequenas Células; Estadiamento de Neoplasia; Mutação; Receptor ErbB/genética
Description
Surgically resected epidermal growth factor receptor-mutated non-small cell lung cancer continues to carry a substantial risk of recurrence. The aim of this retrospective, single-center study, conducted at a Portuguese tertiary hospital was to evaluate the clinical course of these patients, diagnosed between 2016 and 2020, with the final clinical data review in November, 2024. A total of 48 patients were included, predominantly female (72.9%) and non-smokers (70.8%), most presenting exon 21 L858R or exon 19 deletion mutations. Mutations were identified by Sanger sequencing or next-generation sequencing. Programmed death-ligand 1 expression was < 1% in 58.3% of cases. At a median follow-up of 73.6 months, 31.3% of patients experienced relapse, all progressing to stage IV disease. The five-year disease-free survival and overall survival rates were 70% and 81%, respectively. Staging significantly influenced prognosis, with five-year disease-free survival ranging from 84% in stage IB to 20% in stage III. No significant differences were observed between epidermal growth factor receptor mutation subtypes. These findings are consistent with previous real-world studies and the placebo arm of the ADAURA trial, supporting the use of adjuvant osimertinib to reduce recurrence and improve long-term outcomes, while also emphasizing the need for improved perioperative risk assessment – including staging, histopathologic features, and molecular and genetic profiling – to guide personalized treatment.
O carcinoma pulmonar de não pequenas células com mutação no recetor do fator de crescimento epidérmico ressecado cirurgicamente mantém um risco elevado de recidiva. Este estudo retrospetivo, realizado num hospital terciário português, avaliou 48 doentes diagnosticados entre 2016 e 2020, com revisão final dos dados em novembro de 2024. A maioria dos doentes era do sexo feminino (72,9%), não fumadores (70,8%) e apresentava sobretudo mutações no exão 21 (L858R) ou deleções no exão 19. As mutações foram identificadas por sequenciação de Sanger ou de nova geração. Em 58,3% dos casos, a expressão do ligando associado à morte celular programada foi inferior a 1%. Após um seguimento mediano de 73,6 meses, 31,3% dos doentes apresentaram recidiva, todos evoluindo para estádio IV. As taxas de sobrevivência livre de doença e global aos cinco anos foram de 70% e 81%, respetivamente. O estadiamento inicial influenciou significativamente o prognóstico, com a sobrevivência livre de doença a cinco anos a variar entre 84% (estádio IB) e 20% (estádio III). Não se observaram diferenças significativas entre os subtipos de mutação. Estes resultados são consistentes com estudos prévios e com o braço placebo do estudo ADAURA, apoiando a integração do osimertinib adjuvante na prática clínica para reduzir a recidiva e melhorar a sobrevivência a longo prazo, bem como enfatizando a necessidade de uma avaliação perioperatória mais abrangente – incluindo estadiamento, características histopatológicas e perfil genético e molecular – para orientar estratégias terapêuticas personalizadas.