Author(s):
Sarlo, Laís Gomes ; da Silva, Antonio Francisco Alves ; Medina-Acosta, Enrique
Date: 2009
Origin: Oasisbr
Subject(s): análise de ligação; diagnóstico molecular indireto;; distrofia muscular Duchenne; microssatélites; marcadores polimórficos; sequenciamento; Duchenne muscular dystrophy; indirect molecular diagnosis;; linkage analysis; microsatellites; polymorphic markers; sequencing
Description
Duchenne muscular dystrophy is the most frequent recessive X-linked genetic disease in humans, affecting 1 in 3500 born males. It is caused by mutations in the DMD gene, localized in the Xp21.2- Xp21.1 chromosomal region, which codes for dystrophin, a cytoskeleton protein found in the inner surface of muscle fibers. Pathogenic mutations are heterogeneous in nature and a considerably large number has been described. Approximately 2/3 of index cases are hereditary and the remaining 1/3 is due to de novo mutations. Direct molecular diagnosis of the etiology of the disease involves sequencing of the 79 exons for determination of mutations in affected males. This method is laborious and expensive, imiting its broad application, particularly in tracking mutation in women carriers. The identification of mutation carriers can be done indirectly by linkage analysis of microsatellites. Currently only dinucleotide microsatellites are known in 29 introns; 15o of which are used and they exhibit heterozigosity rates varying from 40 to 84% in various populations. The main drawback of genotyping dinucleotide microsatellites is the occurrence of stutter products, which differ in size by multiples of the repeat unit from the true allele. There is a need to invest in development of tetranucleotide and pentanucleotide microsatellites that result in significant reduction of stutter products and that enables accurate allele designation, diminishing the possibilities of error of diagnosis.
A distrofia muscular Duchenne (DMD) é a doença genética com padrão de herança recessiva ligada ao sexo mais frequente em humanos, afetando 1 a cada 3500 meninos nascidos vivos. É causada por mutações no gene DMD, localizado na região cromossômica Xp21.2-Xp21.1, que codifica a distrofina, uma proteína do citoesqueleto encontrada na superfície interna das fibras musculares. As mutações patogênicas são de natureza heterogênea e um grande número tem sido descrito. Aproximadamente 2/3 dos casos são hereditários e 1/3 esporádicos causados por mutações de novo. O diagnóstico molecular direto da etiologia da doença envolve o sequenciamento dos 79 éxons do gene DMD para determinação de mutações em homens afetados. Este método é laborioso e dispendioso, o que limita a sua ampla aplicação, em particular no rastreio de mulheres portadoras. A identificação de portadoras pode ser feita de maneira indireta mediante análise de ligação de microssatélites pelo teste de DNA. Atualmente são conhecidos só microssatélites do tipo dinucleotídeo em 29 íntrons; 15 desses são utilizados e exibem taxas de heterozigose variando de 40 a 84% em diversas populações. O principal problema da genotipagem de microssatélites dinucleotídeos é a ocorrência de produtos stutter, que diferem em tamanho por múltiplos da unidade de repetição do alelo verdadeiro. Há necessidade de investir no desenvolvimento de microssatélites tetranucleotídeo e pentanucleotídeo que resultam em significativa redução da amplificação de produtos stutter e que possibilitam uma melhor designação alélica, diminuindo as possibilidades de erro de diagnóstico.