Author(s): Moreira, Ana Filipa ; Costa, Joana ; Flores, Tiago ; Castro, Cecília
Date: 2022
Origin: Revista Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental
Subject(s): COVID‐19; Saúde Mental; SARS‐CoV‐2; COVID‐19; Mental Health; SARS‐CoV‐2
Author(s): Moreira, Ana Filipa ; Costa, Joana ; Flores, Tiago ; Castro, Cecília
Date: 2022
Origin: Revista Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental
Subject(s): COVID‐19; Saúde Mental; SARS‐CoV‐2; COVID‐19; Mental Health; SARS‐CoV‐2
Introduction: COVID‐19 disease has been declared a pandemic since March 2020. Studies carried out in previous pandemic contexts demonstrate a negative impact on mental health. In the context of SARS‐CoV‐2 infection, data suggests that the infection itself may be a predisposing factor for the onset or worsening of psychiatric disease. Material and Methods: We studied users of a Primary Care Unit in Northern Portugal diagnosed with SARS‐CoV‐2 infection between March and October 2020, with at least one month of follow‐up after cure, as well as a randomized sample of controls (1:1 ratio), in a total of 218 subjects. Results: We did not find significant differences in the onset or worsening of mental illness in the presence of SARS‐ ‐CoV‐2 infection. In this group, the number of days of isolation and the place of treatment were not associated with the onset or worsening of mental illness. In the total sample, the practice of physical exercise was associated with lower odds of onset or worsening of mental illness (p=0.039), and the presence of a history of mental illness was associated with higher odds of onset or worsening of it (p=0.001). Discussion: although COVID‐19 was not associated with onset or worsening of mental health, factors such as the practice of physical exercise and a history of mental illness were shown to have an impact on the onset or worsening of this variable in a pandemic context. Conclusion: SARS-coV-2 infection does not seem to be a determining factor in the worsening of mental health, there are other factors that may be more decisive.
Introdução: A doença por COVID‐19 foi declarada como pandemia desde março de 2020. Estudos realizados em contextos pandémicos anteriores, demonstram um impacto negativo na saúde mental. No contexto da infeção por SARS‐CoV‐2, existem dados que sugerem que a infeção por si só poderá constituir um fator predisponente para o surgimento ou agravamento de patologia psiquiátrica. Material e Métodos: Estudámos os utentes de uma unidade de saúde familiar do Norte de Portugal com diagnóstico de infeção por SARS‐CoV‐2 entre março e outubro de 2020, com pelo menos um mês de seguimento após cura, assim como uma amostra aleatorizada de controlos (proporção 1:1), num total de 218 indivíduos. Resultados: Não encontrámos diferenças significativas no surgimento/agravamento da doença mental face à presença de infeção por SARS‐CoV‐2. Neste grupo, o número de dias de isolamento e o local de tratamento não se associaram ao surgimento/agravamento da patologia mental. Na amostra total, a prática de exercício físico associou‐se a uma menor probabilidade de surgimento/agravamento da patologia mental (p=0,039) e a presença de antecedentes de doença mental a uma maior probabilidade de surgimento/agravamento desta (p=0,001). Discussão: Apesar da COVID‐19 não se ter associado ao surgimento ou agravamento da patologia mental, fatores como a prática de exercício físico e antecedentes de doença mental mostraram ter impacto sobre esta variável em contexto de pandemia. Conclusão: neste estudo, a infeção por SARS‐CoV‐2 não parece ter sido, por si, um fator determinante no surgimento ou agravamento da patologia mental, existindo outros fatores que poderão ter sido mais decisivos, nomeadamente a existência de antecedentes da doença mental e a prática de exercício físico, que pode ter atuado como fator protetor.