Author(s):
Ribeiro, Pedro ; Ribeiro, Pedro ; Ribau, Ana ; Amorim-Barbosa, Tiago ; Esteves, João ; Fonseca, Pedro ; Vilaça, Adélio
Date: 2025
Origin: Orthopaedic SPOT - Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia
Subject(s): Extremidade Inferior; Factores de Risco; Fenómenos Biomecânicos; Força Muscular; Lesões Desportivas; Lesões do Ligamento Cruzado Anterior; Lesões da Perna; Anterior Cruciate Ligament Injuries; Athletic Injuries; Biomechanical Phenomena; Leg Injuries; Lower Extremity; Muscle Strength; Risk Factors
Description
Introduction: Proper physical activity and sport for everyone are one of the main cornerstones for a healthy lifestyle. However, regular sport activity is not without risk, with the correlation between participation in sport activities and the emergence of injuries being well documented. One of the most common injuries is the anterior cruciate ligament rup‐ ture which brings negative consequences for both the athlete and the team. Therefore, there is a high priority need to find standardized methods to identify which athletes are in greater risk of injury and what are the problems responsible for that risk with the goal of correcting them with customized training programs. The aim of this project is to identify the athletes who have a higher injury risk through their biomechanical profile and the recognition of neuromuscular deficits of the inferior limbs in kinematic patterns. Methods: Video analysis of three jumps (countermovement vertical jump without arm swing) performed by 27 basket‐ ball athletes. We recorded the flexion and varus/valgus knee angles. Anthropometric data, training hours per week and the presence or not of hypermobility in the Beighton scale were also collected. Results: The presence of a higher body mass index was correlated with personal history of ankle sprain (BMI=21.64 ± 2.28 kg/m2 versus BMI=19.80 ± 2.21 kg/m2). It was found that athletes who land in a valgus collapse also land with less knee flexion (57.60o ± 9.29o vs 62.80o ± 10,62o). Considering as an asymmetry a difference of at least 10o, we marked 6 athletes with considerable variance between the two legs. Conclusion: We concluded that it is possible to characterize the studied population and split some of the athletes in two risk groups according to the neuromuscular deficits. One of the groups is the leg dominance one and the other is put together in the same group quadriceps dominance and ligament dominance.
Introdução: A atividade física adequada e o desporto para todos constituem um dos pilares para um estilo de vida saudável. Contudo, a prática regular de desporto não é isenta de riscos, estando bem estabelecido que a participação em atividades desportivas está relacionada com o aparecimento de lesões. Uma lesão particularmente comum é a lesão do ligamento cruzado anterior que traz consequências adversas para o atleta e clube desportivo. Há, portanto, uma elevada relevância na procura de métodos padronizados para identificar quais os atletas em maior risco e quais os problemas que os colocam nessa situação para que sejam corrigidos com programas de treino personalizados. O objetivo deste estudo será a identificação de atletas em maior risco de lesão, através da sua caracterização biomecânica e do reconhecimento de padrões cinemáticos de défices neuromusculares dos membros inferiores. Métodos: Através da avaliação por vídeo de três saltos (salto vertical com contramovimento e sem balanço com os braços) realizados por 27 atletas de basquetebol, registaram‐se os ângulos de flexão e de valgo/varo do joelho. Foram também registados dados antropométricos, horas de treino semanais e presença ou não de hipermobilidade pela escala de Beighton. Resultados: Associou‐se um índice de massa corporal mais alto com história passada de entorse no tornozelo (IMC=21,64 ± 2,28 kg/m2 versus IMC=19,80 ± 2,21 kg/m2). Constatou‐se que os atletas que aterram em valgo aterram também com menor flexão do joelho (57,60o ± 9,29o vs 62,80o ± 10,62o). Considerando como assimetria uma diferença de pelo menos 10o, identificou‐se um grupo de 6 atletas com discrepâncias significativas entre os dois membros inferiores. Conclusão: Concluímos que foi possível caracterizar a amostra estudada e integrar alguns dos atletas em dois grupos de risco de acordo com défices neuromusculares, sendo que um deles seria dominância de uma perna e o outro associava dominância do quadríceps com dominância ligamentar.