Author(s):
Pinheiro, Cláudia ; Guerreiro, António
Date: 2025
Origin: Indagatio Didactica
Subject(s): Aprendizagem; comunicação matemática; geometria; 2.º ciclo do ensino básico; Aprendizaje; comunicación matemática; geometría; 2.º ciclo de la enseñanza básica; Learning; mathematical communication; geometry; lower secondary education
Description
This article focuses on mathematical communication in the field of geometry, specifically on the topic of flat shapes, in the classroom of the 2nd cycle of basic education in three dimensions of communicative practices – student-student, student-teacher and teacher-student –, with the following guiding research question: How do the communicative practices promoted in the classroom influence the learning of geometry in basic education? This study adopted an interpretative qualitative methodology, resorting to data collection techniques such as direct observation, audio recordings of lessons and documentary analysis of students’ work. The study was conducted in a 6th grade class of the 2nd cycle of primary education, with 21 students aged between 11 and 13, in the 2023/2024 school year. The two 100-minute lessons were based on exploratory mathematics teaching, covering four phases: presentation of the task, completion of the task, discussion of the task, and systematisation of mathematical learning. Analysis of the results revealed that the students had knowledge of geometric designations but were unsure how to apply them to polygons in the context of problem solving. The communicative practices between students and between students and the trainee teacher, which included moments of collective discussion, exposition of reasoning and guided questioning, played an important role in the negotiation of mathematical concepts and processes, helping to refute misunderstandings and to consolidate and construct new mathematical knowledge.
El presente artículo se centra en la comunicación matemática, en el ámbito de la geometría, en el tema de las figuras planas, en el aula de 2.º ciclo de la enseñanza básica en tres dimensiones de prácticas comunicativas – alumno-alumno, alumno-profesor y profesor-alumno –, teniendo como cuestión orientadora de la investigación: ¿De qué modo las prácticas comunicativas promovidas en el aula influyen en el aprendizaje de la geometría en la enseñanza básica? En este estudio se adoptó una metodología cualitativa de carácter interpretativo, recurriendo a técnicas de recogida de datos como la observación directa, las grabaciones de audio de las clases y el análisis documental de los trabajos de los alumnos. El estudio se llevó a cabo en una clase de 6.º curso de la 2.ª etapa de la enseñanza básica, con 21 alumnos, de entre 11 y 13 años, en el año lectivo 2023/2024. Las dos clases, de 100 minutos cada una, se basaron en la enseñanza exploratoria de las matemáticas, contemplando las cuatro fases: presentación de la tarea, realización de la tarea, discusión de la tarea y sistematización de los aprendizajes matemáticos. El análisis de los resultados reveló que los alumnos conocían las designaciones geométricas, pero no se sentían seguros a la hora de aplicarlas a los polígonos en el contexto de la resolución de problemas. Las prácticas comunicativas entre los alumnos y entre estos y la profesora en prácticas, que incluyeron momentos de discusión colectiva, exposición de razonamientos y cuestionamiento orientado, adquirieron una importancia relevante en la negociación de conceptos y procesos matemáticos, con vistas a refutar concepciones erróneas y consolidar y construir nuevos conocimientos matemáticos.
O presente artigo tem como foco a comunicação matemática, no âmbito da geometria, no tópicos das figuras planas, na sala de aula do 2.º ciclo do ensino básico em três dimensões de práticas comunicativas – aluno-aluno, aluno-professor e professor-aluno –, tendo por questão orientadora de investigação: De que modo as práticas comunicativas promovidas em sala de aula influenciam a aprendizagem da geometria no ensino básico? Neste estudo adotou-se uma metodologia qualitativa de carácter interpretativo, recorrendo-se a técnicas de recolha de dados como a observação direta, as gravações áudio das aulas e a análise documental das produções dos alunos. O estudo realizou-se numa turma do 6.º ano do 2.º ciclo do ensino básico, com 21 alunos, com idades compreendidas entre os 11 e os 13 anos, no ano letivo de 2023/2024. As duas aulas de 100 minutos cada apoiaram-se no ensino exploratório da matemática, contemplando as quatro fases: apresentação da tarefa, realização da tarefa, discussão da tarefa e sistematização das aprendizagens matemáticas. A análise dos resultados revelou que os alunos possuíam conhecimento das designações geométricas, mas não estavam seguros em aplicá-las aos polígonos no contexto da resolução de problemas. As práticas comunicativas entre alunos e entre estes e a professora estagiária que incluíram momentos de discussão coletiva, exposição de raciocínios e questionamento orientado, assumiram uma relevante importância na negociação de conceitos e de processos matemáticos, tendo em vista refutação de conceções erradas e a consolidação e a construção de novos conhecimentos matemáticos.