Author(s):
Bettencourt, Andreia ; Marinho, António ; Silva, Ana Martins da ; Silva, Berta Martins da ; Pinho e Costa, Paulo
Date: 2018
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10400.18/5547
Origin: Repositório Científico do Instituto Nacional de Saúde
Subject(s): Vitamina D; Autoimunidade; Condições de Base Genética; Determinantes Imunológicos; Determinantes da Saúde e da Doença; Doenças Autoimunes; Portugal
Description
A vitamina D é única entre as vitaminas pois trata-se de uma verdadeira hormona, à qual tem sido atribuída grande importância na homeostasia do sistema imune, para lá do seu reconhecido papel no metabolismo fosfocálcico. A ampla expressão do seu recetor (VDR), e os numerosos locais de ligação deste em todo o genoma, dão suporte a essa hipótese. Alguns polimorfismos do gene do VDR têm sido associados com doenças autoimunes. Na população portuguesa, demonstramos que o polimorfismo Fok I do VDR está associado à esclerose múltipla (EM), e à gravidade da doença no lúpus eritematoso sistémico (LES). Os baixos níveis séricos de vitamina D também estão associados com um risco aumentado de desenvolver doenças autoimunes como o LES, a EM e a artrite reumatoide. A insuficiência de vitamina D é muito comum em Portugal, podendo afetar entre os 60% e os 95% da população em função da estação do ano e do índice de massa corporal. O desenvolvimento de estratégias para o rastreio da deficiência de vitamina D é crucial, particularmente em grupos de risco. Não existem ainda, no entanto, evidências suficientes que possibilitem emitir recomendações claras e bem fundamentadas para a suplementação de vitamina D como medida preventiva de doenças crónicas, tendo em conta os riscos e benefícios inerentes.