Author(s):
Madureira, Joana ; Silva, Ana Inês ; Camelo, Alexandra ; Reis, Ana Teresa ; Machado, Ana Paula ; Ribeiro, Ana Isabel ; Teixeira, João Paulo ; Costa, Carla
Date: 2022
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10400.18/8035
Origin: Repositório Científico do Instituto Nacional de Saúde
Subject(s): Tabaco; Exposição Humana; Gravidez; Saúde Neonatal; Saúde Pública; Portugal
Description
O tabagismo e a exposição ao fumo ambiental do tabaco (ou exposição passiva) estão associados a vários efeitos adversos na saúde, particularmente em períodos de maior suscetibilidade como o período pré-natal. Como condição essencial para o delineamento de estratégias mais adequadas e efetivas de promoção de saúde e prevenção de doença associadas, torna-se essencial caracterizar detalhadamente a exposição ao tabaco no início da vida e conhecer a sua influência em diferentes indicadores de saúde neonatal. Para tal, foi analisada informação individual e clínica de 595 grávidas com mais de 36 semanas de gestação, em consulta no Serviço de Obstetrícia e Ginecologia do Centro Hospitalar de S. João, entre abril de 2017 e julho de 2018. Foram também analisados indicadores de saúde neonatais dos respetivos recém-nascidos por consulta dos seus processos clínicos. Os resultados deste estudo mostram uma prevalência do consumo do tabaco de 27,9% antes da gravidez, valor que diminui para 12,9% ao nascimento, como resultado de uma cessação tabágica de 46,4% durante a gestação. Em termos de exposição passiva ao fumo do tabaco, verificou-se que 31,7% das participantes não fumadoras estavam diariamente expostas, durante mais de uma hora, antes da gravidez, e que houve uma diminuição da exposição ao longo da gravidez (26,3% no terceiro trimestre). A análise da associação entre os indicadores de saúde neonatal e os comportamentos tabágicos apontam para uma diminuição do peso, tamanho e perímetro cefálico ao nascimento entre os recém-nascidos das participantes fumadoras, valores que aumentam nos casos em que há cessação tabágica durante a gravidez