Author(s):
Marôpo, Lidia ; Torres, João ; Grácio, João ; Senos, Susana ; Loureiro, Maria José ; Kubrusly, Ana
Date: 2024
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10362/181234
Origin: Repositório Institucional da UNL
Project/scholarship:
info:eu-repo/grantAgreement/FCT/6817 - DCRRNI ID/UIDB%2F04647%2F2020/PT;
info:eu-repo/grantAgreement/FCT/6817 - DCRRNI ID/UIDP%2F04647%2F2020/PT;
Subject(s): TIC; Culturas digitais; Crianças; Escola; Professores; ICT; Digital cultures; Youth; Children; School; Teachers; Juvens
Description
UIDB/04647/2020 UIDP/04647/2020
Enquanto os smartphones são usados de modo generalizado nos espaços escolares (OCDE, 2015), os professores dizem enfrentar inúmeros desafios com os alunos: distração crescente nas aulas, dificuldades de concentração, sonolência e mudanças emocionais, sociais, comportamentais e cognitivas dramáticas (The Alberta Teachers' Association, s/d), dentre outros. O objetivo deste trabalho é conhecer a perspetiva dos professores sobre as práticas digitais de crianças e jovens e sobre a sua influência no contexto escolar e na aprendizagem dos estudantes. Para tal, foram realizadas entrevistas semidiretivas (Ghiglione e Matalon, 1997) com vinte professores de Informática e Tecnologias da Informação e Comunicação de várias regiões de Portugal. Os docentes reconhecem o papel central das tecnologias digitais no quotidiano das crianças e jovens e referem quatro contextos preocupantes: os espaços de recreio (uso intenso de dispositivos móveis em detrimento de atividades físicas), a sala de aula (uso disruptivo dos mesmos), processos de aprendizagem (diminuição da capacidade de concentração) e práticas que extrapolam os muros escolares (cyberbullying, contato com estranhos perigosos, uso excessivo e sexting). Por outro lado, reconhecem a necessidade de uma maior aproximação entre a escola e as culturas digitais dos alunos como estratégia para motivá-los e promover competências digitais críticas e operacionais. || Smartphones are widely used in schools, providing risks, as well as opportunities (OECD, 2015). This work aims to understand teachers’ perspectives on the digital practices of children and young people and their influence in the school context and learning. Semi-directive interviews (Ghiglione and Matalon, 1997) were carried out with twenty ICT tea-chers from different regions of Portugal. On the one hand, they recognize positive aspects of students’ digital uses: ac-cess to knowledge, mobile phones can be used as pedagogical tools, content production on social networks can promote pro-fessional opportunities and games would help them to deve-lop strategic and group work skills. On the other hand, their testimonies mainly emphasize four worrying contexts: re-creational spaces (intensive use of mobile devices rather than physical activities and direct interaction between peers), the classroom (disruptive use of mobile devices), learning pro-cesses (decreased ability to concentrate) and harmful beha-viors that go beyond school walls (cyberbullying, dangerous contacts with strangers and excessive use). The big challenge for schools would be to set clear rules to promote safe, res-ponsible and informed digital practices, paying attention to children’s digital cultures.