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Clinical Practice Protocol for Management of Women of Childbearing-Age with Epilepsy

Autor(es): Ferro, Margarida ; Serôdio, Miguel ; Beja, Mariana ; Menezes Cordeiro, Inês ; Parra, Joana ; Sá, Francisca

Data: 2023

Origem: SINAPSE

Assunto(s): Anticonvulsants/therapeutic use; Epilepsy/drug therapy; Female; Lactation; Pregnancy; Anticonvulsivantes/uso terapêutico; Epilepsia/tratamento farmacológico; Gravidez; Lactação; Mulher


Descrição

Women of childbearing-age with epilepsy presents with challenges in prevention, planning and orientation of gestation and post-partum. Gestation in women with epilepsy represents 0.3% to 0.5% of all pregnancies, and one third of women with epilepsy is in childbearing-age. Epilepsy may be associated with serious complications in pregnant women, with a higher risk of congenital malformations, intrauterine growth restriction and neurocognitive development disorders in children, due to adverse effects of antiseizure drugs (ASD). Women should be informed that the risk of fetal congenital malformations depends on the type, number, and dosage of ASD. The choice of drugs associated with a lower incidence of congenital malformations, as well as monitoring and adjusting its dosage are essential for an adequate seizure control. Choosing the treatment for women of childbearing-age should be based on an early and shared decision between patient and doctor, and when appropriate, shared with the patient’s legal representative as well. Discussions should include careful evaluation of the risk-benefit relationship of reasonable drugs for the type of seizures/epilepsy. Women of childbearing-age and pregnant women with epilepsy should also be informed of the low risk of seizures and complications during labor. Vaginal delivery should be considered, as epilepsy is not a formal indication for cesarian delivery. A careful follow-up in post-partum is also fundamental, in which is important to check dosages of ASD, reintroduce contraceptive methods and reassure that care has been taken to minimize the risk of maternal and newborn lesions due to seizures. Follow-up should be multidisciplinary, including the attending neurologist, obstetrician, and general physician. We present a clinical practice protocol that aims to guide multidisciplinary teams managing women of childbearing-age with epilepsy, regarding contraception, fertility, pregnancy and post-partum period.

A mulher com epilepsia em idade fértil apresenta desafios na prevenção, planeamento e orientação da gravidez e pós-parto. A gravidez em mulheres com epilepsia representa 0,3% a 0,5% de todas as gravidezes e um terço das mulheres com epilepsia encontra-se em idade fértil. A epilepsia pode estar associada a riscos particularmente graves nas mulheres grávidas, com aumento do risco de morte materna, efeitos adversos no feto por crises não controladas, risco de malformações congénitas, restrição de crescimento intrauterino e perturbações do desenvolvimento neurocognitivo da criança, associados ao efeito dos fármacos anti-crises epiléticas (FACE). A mulher deve ser informada de que o risco de teratogenicidade é dependente do tipo, número e dose dos FACE. O conhecimento e preferência de fármacos associados a menor incidência de malformações congénitas, bem como a monitorização e ajuste de doses destes durante a gravidez são essenciais para um bom controlo de crises. A escolha do tratamento para as mulheres em idade fértil deve basear-se numa decisão atempada e compartilhada entre médico e doente e, quando apropriado, também compartilhada com o seu representante legal. Nesse contexto, deve ser realizada uma avaliação cuidadosa do risco-benefício das opções terapêuticas disponíveis para o tipo de crises epiléticas ou de epilepsia da doente. A mulher em idade fértil e/ou grávida com epilepsia deve ser informada da baixa taxa de crises e complicações durante o trabalho de parto. A via de parto tem em conta critérios obstétricos, não sendo a epilepsia indicação formal para parto por cesariana. É igualmente fundamental um acompanhamento cuidado no período pós-parto, sendo de maior importância a verificação da necessidade de ajuste terapêutico, aconselhamento na reintrodução de métodos contracetivos tendo em conta possíveis interações medicamentosas, e orientação de cuidados a ter com o recém-nascido de forma a prevenir lesões decorrentes de eventuais crises epiléticas. O acompanhamento deve ser feito de forma multidisciplinar pelo médico neurologista, obstetra e médico de família assistente. Apresentamos um protocolo de atuação clínica que tem como objetivo a orientação de equipas multidisciplinares nas diferentes etapas da mulher em idade fértil com epilepsia, relativamente à contraceção, fertilidade, gravidez e período pós-parto.

Tipo de Documento Artigo científico
Idioma Português
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