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Cluster Headache Secondary to Trauma Presenting with Unilateral Mydriasis

Author(s): Gonçalo Pinheiro, Rita ; Peres, João ; Tojal, Raquel ; Parreira, Elsa

Date: 2024

Origin: SINAPSE

Subject(s): Cluster Headache/etiology; Craniocerebral Trauma/ complications; Mydriasis; Cefaleia em Salvas/etiologia; Midríase; Traumatismos Craniocerebrais/ complicações


Description

Cluster headache is the most common trigeminal autonomic cephalalgia, it can be a primary or secondary headache. Attacks are frequently associated with autonomic symptoms, due to parasympathetic activation and sympathetic defect. An 86-year-old woman, with no previous history of headache, developed a right supraorbital headache, two weeks after a fall, that resulted in mild head trauma to the ipsilateral frontal region. She complained of intense, daily attacks, with a circadian rhythm, lasting approximately 50-60 minutes, without psychomotor agitation. During the episodes, she noted right monocular blurred vision, and occasionally perceived colored shapes. During the attacks, right eye mydriasis was seen, without other autonomic signs. The diagnosis of cluster headache was admitted and started symptomatic treatment with oxygen and prophylaxis with verapamil, with unequivocal improvement. We pretend to highlight this complex and poorly understood relation between trauma and cluster headache, as well as emphasize the atypical autonomic manifestations of this entity.

A cefaleia em salvas é a mais comum das cefaleias trigémino-autonómicas, podendo tratar-se de uma cefaleia primária ou secundária. As crises associam-se habitualmente a sintomas autonómicos, resultantes de ativação parassimpática e defeito simpático. Mulher de 86 anos, sem antecedentes de cefaleia, desenvolveu, duas semanas após queda com trauma ligeiro da região frontal direita, cefaleia supraorbitária ipsilateral. Apresentava crises diárias, intensas, com ritmo circadiano, duração de 50-60 minutos e sem agitação psicomotora associada. Durante os episódios, descrevia sensação de visão turva, ocasionalmente perceção de formas coloridas e apresentava midríase do olho direito, sem outros sinais autonómicos acompanhantes. Admitiu-se cefaleia em salvas e foi iniciado tratamento sintomático com oxigénio e profilaxia com verapamil, com melhoria significativa. Pretendemos evidenciar a complexa e ainda pouco esclarecida relação entre o trauma e a cefaleia em salvas, bem como alertar para as possíveis manifestações autonómicas atípicas desta entidade.

Document Type Journal article
Language English
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