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Azeite biológico: da produção ao consumo

Author(s): Cabo, Paula ; Matos, Alda ; Fernandes, António ; Ribeiro, Maria Isabel

Date: 2017

Persistent ID: http://hdl.handle.net/10198/14716

Origin: Biblioteca Digital da UPB

Project/scholarship: info:eu-repo/grantAgreement/FCT/5876/UID/SOC/04011/2013/PT;

Subject(s): Azeite; Modo de produção biológico; Produção; Consumo


Description

A agricultura em Modo de Produção Biológico – MPB constitui uma atividade com elevado potencial, assumindo-se cada vez mais como uma oportunidade para o setor agrícola. O olival é uma das culturas com maior implantação no MPB, contudo, apesar da sua importância histórica, na última década, a área decresceu, o mercado nacional é ainda reduzido e a quebra verificada nos preços afeta a atratividade do setor. Este trabalho visa contribuir para o desenvolvimento da olivicultura em MPB em Portugal. Para tal, analisa a produção e consumo de azeite biológico, com base em dados estatísticos e informação primária, obtida através de um questionário aplicado a uma amostra não-probabilística de potenciais consumidores residentes na cidade de Bragança. A agricultura em MPB representa, atualmente, cerca de 6% da Superfície Agrícola Útil – SAU, sendo que, em 2014, a olivicultura em MPB ocupava 19 000 hectares, distribuídos por 1 400 produtores. O Alentejo é a região onde se encontra a maior área de olival biológico (44% da área e 25% dos agricultores) e Trás-os-Montes é a região com o maior número de operadores (32% da área e 39% dos agricultores). Na última década, apesar do crescimento de cerca de 84% do número de operadores, a área total dedicada ao olival em MPB decresceu cerca de 16%. A análise do consumo salienta que existe, ainda, grande potencial de crescimento para este tipo de produtos. Os resultados revelam que a maioria dos inquiridos não é consumidora de azeite biológico, embora grande parte pretenda vir a sê-lo. Adicionalmente, a esmagadora maioria (84,2%) considera que a procura deste produto aumentaria se o preço fosse menor. O estudo do comportamento do consumidor revela ainda que o fator saúde prepondera sobre o fator ecológico. Assim, na comunicação com o consumidor, os agentes da fileira deverão apostar nos benefícios para a saúde do consumo deste produto e no desenvolvimento de uma maior consciência ecológica dos consumidores.

Document Type Journal article
Language Portuguese
Contributor(s) Biblioteca Digital da UPB
CC Licence
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