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Roteiros museológicos: a voz da acessibilidade nos museus portugueses

Autor(es): Martins, Cláudia

Data: 2018

Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10198/22056

Origem: Biblioteca Digital da UPB

Assunto(s): Acessibilidade; Deficiência/incapacidade visual; Audioguias; Roteiros museológicos; Museus portugueses; Análise macro - e microestrutural


Descrição

A acessibilidade apresenta-se, acima de tudo, como uma questão de direitos humanos não só direcionada para as liberdades individuais mais básicas, mas também para a obrigação de os Estados assegurarem a participação das pessoas com deficiência na vida social e cultural, em circunstância de igualdade. As barreiras de acessibilidade que se levantam nas relações sociais entre pessoas com e sem deficiência são discutidas por diversos autores, tais como Dodd & Sandell (1998) e Sassaki (2005), mas para além dos habituais obstáculos físicos, financeiros e informativos, convém destacar os obstáculos emocionais, atitudinais e sensoriais. Isto significa destronar a ideia comum de que a acessibilidade equivale a uma rampa de acesso; pelo contrário, a acessibilidade implica um vasto e complexo conjunto de variantes que envolvem simultaneamente recursos físicos, financeiros e humanos, mas também atitudes positivas face à diferença. O nosso objetivo consiste em apresentar um estudo realizado no contexto da investigação de doutoramento. O estudo teve como objetivo primordial mapear as condições de acessibilidade nos espaços museológicos portugueses, no que se refere, especificamente, às necessidades dos visitantes com deficiência/ incapacidade visual. Neste sentido, o estudo de campo baseou-se na constituição de um roteiro museológico que incluiu 20 museus portugueses que, aquando da sua visita, oferecessem audioguias, ou guias descritivos (Neves, 2014). Este roteiro compreendeu duas etapas: a visita das instituições e a utilização do respetivo audioguia em tempo real, assim como a análise a posteriori de uma seleção de comentários retirados desses audioguias. Seguidamente, a análise abordou, por um lado, a macroestrutura do audioguia, em função de critérios técnicos, institucionais e macroestruturais, e, por outro, a microestrutura, com ênfase na produção de conteúdo que servisse as necessidades das pessoas com deficiência/ incapacidade visual. Desta forma, a nossa finalidade reside em auscultar a voz da acessibilidade no contexto museológico português.

Tipo de Documento Objeto de conferência
Idioma Português
Contribuidor(es) Biblioteca Digital da UPB
Licença CC
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