Autor(es):
Lopes, Micaela ; Ribeiro, Rita ; Fernandes, António ; Pereira, Ana Maria Geraldes Rodrigues
Data: 2024
Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10198/29925
Origem: Biblioteca Digital da UPB
Assunto(s): Consumo alimentar; Fatores sociodemográficos; Crianças
Descrição
A infância é um período chave para se estabelecerem os hábitos alimentares e estilo de vida saudáveis que são preditivos para uma vida adulta com saúde ( Baek & Chitekwe, 2019; Cora et al.2012). Objetivos: Estudar a relação entre os fatores sociodemográficos e o consumo alimentar das crianças. Métodos: Estudo observacional, quantitativo, transversal e analítico, numa amostra de 208 crianças, com idades compreendidas entre os 6 e 11 anos. Utilizou-se o questionário ESPIGA (NRACO, 2002), onde foram incluídas questões sobre os fatores sociodemográficos, para recolha de dados. Resultados: Verificou-se que a dimensão do agregado familiar das crianças estava associada ao consumo de sopa de legumes, refrigerantes diet ou light e água. O género das crianças estava associado ao consumo de gelados, azeite e sumo de fruta 100%. A idade das crianças encontrava-se associada ao consumo de queijo gordo e refrigerantes diet ou light. O nível de instrução dos encarregados de educação estava associado ao consumo de leite gordo, pão escuro e sopa de legumes. A situação laboral dos encarregados de educação estava associada ao consumo de leite magro ou meio gordo ou de aromas, queijo fresco e magro, requeijão, azeite, pão escuro e biscoitos/bolachas/doces. O estado civil dos encarregados de educação encontrava-se associado ao consumo de enchidos, sopa de legumes e água. O rendimento familiar das crianças foi associado ao consumo de queijo, requeijão, pão escuro, hortícolas e fruta fresca. Conclusões: Concluiu-se que fatores sociodemográficos influenciam o consumo alimentar, e devem ser considerados em futuras intervenções de saúde pública.