Author(s): Coelho, Juliana Raquel da Silva ; Baptista, Gorete
Date: 2026
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10198/37125
Origin: Biblioteca Digital do IPB
Subject(s): Conhecimento; Dificuldades; Enfermagem; Controlo de Infeção
Author(s): Coelho, Juliana Raquel da Silva ; Baptista, Gorete
Date: 2026
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10198/37125
Origin: Biblioteca Digital do IPB
Subject(s): Conhecimento; Dificuldades; Enfermagem; Controlo de Infeção
As Infeções Associadas aos Cuidados de Saúde permanecem um desafio significativo, apesar das estratégias nacionais implementadas para o seu controlo. As Precauções Básicas de Controlo de Infeção constituem a primeira linha de defesa na prevenção dessas infeções e torna-se essencial que os enfermeiros detenham conhecimento adequado nesta área. O presente estudo teve como objetivo analisar o nível de conhecimento, as perceções e os fatores condicionantes que influenciam a adesão dos enfermeiros às precauções básicas de controlo de infeção no Serviço de Urgência de uma Unidade Local de Saúde do Norte de Portugal. Metodologicamente, trata-se de um estudo quantitativo, descritivo, correlacional e transversal, realizado num serviço de urgência de uma Unidade Local de Saúde do Norte de Portugal. A amostra, por conveniência, integrou 83 enfermeiros. Os dados foram recolhidos através de um questionário autoaplicado, elaborado pela autora, e a análise inferencial incluiu testes de Qui-quadrado e ANOVA, com um nível de significância de p < 0,05. Os resultados revelaram que a maioria dos enfermeiros apresentou nível moderado de conhecimento sobre as precauções básicas de controlo de infeção (57,8%). A experiência profissional e o grau académico evidenciaram uma tendência positiva relativamente ao conhecimento geral, embora sem significado estatístico. A formação específica em controlo de infeção que foi a única variável que demonstrou impacto positivo e estatisticamente significativo no nível de conhecimento. A principal barreira identificada para a adesão às precauções básicas de controlo de infeção foi o elevado número de doentes (79,5%), enquanto a formação contínua (92,8%) foi apontada como a estratégia mais eficaz para promover essa adesão. Concluiu-se que a maioria dos enfermeiros da amostra apresentam um nível moderado de conhecimento, embora persistam lacunas relevantes. Os resultados obtidos destacam a importância da formação contínua em controlo de infeção e salientam as dificuldades predominantemente organizacionais na sua adesão