Autor(es): Cortinhal, Telmo ; Gil, João ; Rosa, Andreia ; Quadrado, Maria João ; Murta, Joaquim
Data: 2024
Origem: Revista Sociedade Portuguesa de Oftalmologia
Assunto(s): Artigos Originais
Autor(es): Cortinhal, Telmo ; Gil, João ; Rosa, Andreia ; Quadrado, Maria João ; Murta, Joaquim
Data: 2024
Origem: Revista Sociedade Portuguesa de Oftalmologia
Assunto(s): Artigos Originais
INTRODUCTION: Our objective is to report topographic and refractive outcomes in the first year following topography guided corneal crosslinking (TG-CXL) for keratoconus, with special focus given to the morphological changes in the superior, non-treated, corneal stroma. METHODS: Retrospective study. We included patients with progressive keratoconus who underwent TG-CXL: The epithelium was removed using phototherapeutic keratectomy with a 50 µm ablation within a 7.0 mm optic zone, followed by riboflavin application each 2 minutes for 10 minutes, and topography guided irradiation with ultraviolet-A, with treatment energies ranging from 10 to 5.4 J/cm2 and fluence of 10 mw/cm2. Patient data was collected at baseline, 3, 6 and 12 months postoperatively and included maximum keratometry (Kmax), mean anterior keratometry values within 5 points of a 3 mm diameter circle centered at the pupil, in the superior (S index) and inferior (I index) halves of the cornea, central corneal thickness, thinnest point pachymetry, subjective refraction and best corrected visual acuity (BCVA). RESULTS: Twenty-seven eyes from 24 patients were included. Kmax was significantly flattened at 6 months (-0.92 ± 1.58 D; p=0.011) and 1 year (-0.83 ± 1.64 D; p=0.016) postoperatively. I index decreased significantly at 6 months (-0.81 ± 1.10 D; p=0.002) and 1 year (-0.83 ± 1.11 D; p=0.001), while the S index increased significantly at 6 months (0.93 ± 1.70 D; p=0.016) and 1 year (0.81 ± 1.42 D; p=0.008). There were no significant differences in Kmax (0.16 ± 0.99 D; p=0.457), I index (-0.004 ± 0.60 D; p=0.978) and S index (-0.04 ± 0.99 D; p=0.864) between 6 and 12 months postoperatively. The BCVA improved significantly at 1 year (difference of -0.13 ± 0.14 logMAR to baseline; p<0.001), while there was a significant myopic increase in spherical refractive error (difference of -1.05 ± 2.08 D to baseline; p=0.017). CONCLUSION: TG-CXL leads to flattening of Kmax and superior corneal steepening at 1 year postoperatively. These keratometric changes seem to stabilize at 6 months. Spherical myopic refractive error increased and BCVA improved during follow-up. These results support TG-CXL as a valuable procedure in progressive keratoconus.
INTRODUÇÃO: O objetivo deste estudo é avaliar os resultados refrativos e topográficos durante o primeiro ano após a realização de crosslinking guiado pela topografia corneana (CXL-TG) no queratocone. MÉTODOS: Estudo retrospetivo. Foram incluídos pacientes com queratocone em progressão, submetidos a CXL-TG: O epitélio foi removido por queratectomia fototerapêutica, com ablação de 50 µm e zona ótica de 7,0 mm, seguido de aplicação de riboflavina a cada 2 minutos por um período de 10 minutos e irradiação topo-guiada com luz ultravioleta A (energias entre 10 e 5,4 J/cm2, fluência de 10 mw/cm2). Foram colhidos dados relativos ao baseline, 3, 6 e 12 meses pós-operatório. Os parâmetros avaliados foram a queratometria máxima (Kmax), o valor médio da queratometria anterior em 5 pontos de um círculo centrado na pupila com 3 mm de diâmetro, medidos na metade superior (S index) e inferior (I index) da córnea, espessura central da córnea, refração subjetiva e melhor acuidade visual corrigida (MAVC). RESULTADOS: Foram incluídos 27 olhos de 24 doentes. Verificou-se uma redução significativa do Kmax aos 6 meses (-0,92 ± 1,58 D; p=0,011) e 1 ano (-0,83 ± 1,64 D; p=0,016) pós-operatório. O I index foi também reduzido aos 6 (-0,81 ± 1,10 D; p=0,002) e 12 meses (-0,83 ± 1,11 D; p=0,001), enquanto o S index aumentou aos 6 (0,93 ± 1,70 D; p=0,016) e 12 meses (0,81 ± 1,42 D; p=0,008). Entre os 6 e 12 meses não se verificaram diferenças significativas no Kmax (0,16 ± 0,99 D; p=0,457), I index (-0,004 ± 0,60 D; p=0,978) e S index (-0,04 ± 0,99 D; p=0,864). A MAVC melhorou após 1 ano (diferença de -0,13 ± 0,14 logMAR para o baseline; p<0,001), havendo também um aumento da miopia em 1 ano (diferença de -1,05 ± 2,08 D para o baseline; p=0,017). CONCLUSÃO: O CXL-TG leva a redução do Kmax e aumento da curvatura anterior da metade superior da córnea, após 1 ano. As alterações queratométricas atingem a estabilidade aos 6 meses. Verificou-se melhoria da MAVC e aumento da miopia no primeiro ano pós-operatório. Os nossos resultados sugerem que o CXL-TG é um procedimento promissor no tratamento de queratocone em progressão.