Author(s):
Macário, Miguel ; Saraiva, Artur ; Ferreira, Mafalda ; Marques, António ; Raimundo, Délio ; Oliveira, Margarida
Date: 2022
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10400.15/4174
Origin: Repositório Científico do Instituto Politécnico de Santarém
Subject(s): Bioresíduo; Composto; Economia circular; Resíduos da indústria de hortofrutícolas; Valorização de resíduos orgânicos; Bioresíduo; Bioresíduo; Composto; Composto; Economia circular; Economia circular; Resíduos da indústria de hortofrutícolas; Resíduos da indústria de hortofrutícolas; Valorização de resíduos orgânicos; Valorização de resíduos orgânicos
Description
Os objetivos ambientais e a ação climática estão atualmente no centro das políticas europeias de desenvolvimento, os quais estão preconizados no Pacto Ecológico Europeu e Plano de Ação para a Economia Circular. A redução de resíduos alimentares na Europa deverá ser de 50% até 2030, como contributo para os ODS. Em Portugal, estima-se uma produção anual de 1,74 x 109 kg de bioresíduos urbanos, à qual acresce a produção de bioresíduos agroindustriais. De acordo com a comissão europeia, apenas 5% são reciclados, pelo que se identifica uma oportunidade de valorização. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da aplicação de palha de arroz, produto de baixo valor acrescentado, como estruturante, no processo de compostagem de biorresíduos agroindústriais. Construíram-se 3 pilhas de compostagem, à escala piloto, variando a razão C/N e o estruturante, C/N30+palha, C/N30+estilha e C/N50+estilha. A temperatura, humidade e condutividade das pilhas, foram monitorizadas em tempo real, com recurso a sensores ioT. A caracterização final dos produtos foi realizada de acordo com os parâmetros obrigatórios na legislação referente aos corretivos orgânicos. Os resultados obtidos revelaram a produção de 3 corretivos orgânicos de elevada qualidade (Classe I) de acordo com a legislação vigente, evidenciando o uso da palha de arroz no processo. A compostagem poderá ser uma estratégia nacional de valorização de biorresíduos, substituindo cerca de 30% dos adubos não orgânicos.