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Instituição, regulação emocional e satisfação com a vida numa amostra de adolescentes portugueses

Author(s): Neves, Susana ; Martins, Emília ; Magalhães, Cátia ; Fernandes, Rosina ; Mendes, Francisco

Date: 2016

Persistent ID: http://hdl.handle.net/10400.19/4018

Origin: Repositório Científico do Instituto Politécnico de Viseu

Subject(s): Crianças e jovens; Regulação emocional; Satisfação com a vida; Institucionalização; Children and adolescents; Emotional regulation; Life satisfaction; Institutionalization; Crianças e jovens; Crianças e jovens; Regulação emocional; Regulação emocional; Satisfação com a vida; Satisfação com a vida; Institucionalização; Institucionalização; Children and adolescents; Children and adolescents; Emotional regulation; Emotional regulation; Life satisfaction; Life satisfaction; Institutionalization; Institutionalization


Description

A literatura evidencia o papel da capacidade de regulação emocional no ajustamento e bem-estar dos indivíduos, i.e., para facilitar a ação nas diferentes situações de vida, de modo adaptativo. Há referências a que crianças e adolescentes institucionalizados mostram falhas na capacidade de regulação emocional que radicam na relação com os progenitores, sobretudo em situações de maus tratos. Analisou-se a regulação emocional e satisfação com a vida em função das variáveis institucionalização, género e idade. Participaram no estudo 47 jovens institucionalizados e não institucionalizados, de ambos os sexos, tendo-se utilizado a versão portuguesa das escalas ERICA e SWLS para avaliar a capacidade de regulação emocional e a satisfação com a vida, respetivamente. A satisfação com a vida não apresentou diferenças significativas em função das variáveis independentes, com médias de 3,17 (±0,85) nos masculinos e de 3,49 (±0,96) nos femininos; de 3,29 (±0,90) nos institucionalizados e 3,33 (±0,92) nos não institucionalizados. Não se registaram correlações significativas com a idade. Quanto à regulação emocional, evidenciaram-se diferenças estatisticamente significativas em função do género, na escala total (U=165,000; p=.024) e subescala Controlo Emocional (U=177,000; p=.045), favoráveis às raparigas, o que lhes confere uma melhor regulação e controlo emocional, não se evidenciando discriminatória a variável institucionalização (média de 3,40±0,62 nos institucionalizados e de 3,17±0,28 nos não institucionalizados). Quanto à idade, não se registam correlações significativas. Os resultados, dissonantes com a literatura na variável institucionalização, exigem um aprofundamento do estudo, quer em termos qualitativos, quer quantitativos.

Document Type Conference object
Language Portuguese
Contributor(s) Instituto Politécnico de Viseu
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