Detalhes do Documento

As pessoas leigas em Medicina apresentam explicações alternativas, ou significações subjectivas, acerca dos processos de saúde e de doença, que coexistem e competem com as dos profissionais de saúde. O resultado desta competição pode concretizar-se através de um conflito epistemológico, mais ou menos tácito, entre o profissional e o indivíduo. A perspectiva construtivista- desenvolvimentista aqui trabalhada sugere que as significações subjectivas acerca da saúde e da doença apresentam diferentes níveis de desenvolvimento quanto à sua abertura, flexibilidade, inclusividade e autonomia. Neste enquadramento, foi delineado e concretizado um projecto cujos objectivos principais foram: 1) identificar as significações subjectivas acerca da saúde e da doença em pessoas leigas, e verificar se essas mesmas significações podem ser ordenadas em diferentes níveis de desenvolvimento sociocognitivo; e 2) analisar quais as implicações para a Psicologia da Saúde de uma perspectiva desenvolvimentista.

Autor(es): Matos, Margarida Gaspar de ; Carvalhosa, Susana Fonseca de ; Diniz, José Alves

Data: 2002

Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10400.12/6549

Origem: Repositório do Ispa - Instituto Universitário

Assunto(s): Adolescentes; Determinantes; Actividade física; Promoção da saúde; Estilo de vida activo; Adolescents; Determinants; Physical activity; Health promotion; Active life style; Adolescentes; Adolescentes; Determinantes; Determinantes; Actividade física; Actividade física; Promoção da saúde; Promoção da saúde; Estilo de vida activo; Estilo de vida activo; Adolescents; Adolescents; Determinants; Determinants; Physical activity; Physical activity; Health promotion; Health promotion; Active life style; Active life style


Descrição

O presente estudo tem como objectivos identificar os factores que influenciam a prática da actividade física nos adolescentes portugueses. A identificação destes factores é um passo chave na identificação e afastamento de barreiras à prática da actividade física. Este estudo usa dados da amostra nacional do HBSC (Matos, Simões, Carvalhosa, Reis & Canha, 2000). A amostra nacional consistiu em 6903 alunos, de 191 escolas portuguesas seleccionadas aleatoriamente após estratificação por região, cobrindo todo o Portugal continental. Os alunos ficaram assim distribuídos pelas áreas educativas: 39.7% Norte, 24.7% Centro, 25% Lisboa, 6.2% Alentejo e 4.4% Algarve. Dos 6903 alunos, 53% eram raparigas e 47% rapazes, 34.9% do 6.º ano, 37.5% do 8.º ano e 27.6% do 10.º ano. Os resultados, utilizando um modelo linear de regressão múltipla, revelam como variável explicativa mais forte o sexo. Tanto a idade como o sexo foram associadas à prática da actividade física com os rapazes e os mais novos a praticar mais. A percepção da saúde apareceu também associada à prática da actividade física, uma melhor percepção associando-se a uma maior prática. Foi também encontrada uma associação entre o tempo passado com os amigos fora das escola e as noites passadas com os amigos e a prática da actividade física. A associação encontrada entre a posse de automóvel de família e a prática da actividade física não foi inesperada, outros estudos referiram já a importância da mobilidade e acessibilidade na prática da actividade física em adolescentes. Se aceitarmos os já reconhecidos efeitos benéficos da actividade física na saúde e bem estar físico, social e psicológico dos adolescentes, estes resultados apontam claramente para a urgência de medidas a nível nomeadamente da família e da escola no sentido de apoiar os jovens na sua escolha de um estilo de vida activo e saudável tendo em consideração as diferenças de género.

Tipo de Documento Artigo científico
Idioma Português
Contribuidor(es) Repositório do ISPA
Licença CC
facebook logo  linkedin logo  twitter logo 
mendeley logo

Documentos Relacionados

Não existem documentos relacionados.